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Brasileiro, sim; caricato, não

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today 15 de set de 2009
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Eles vêm do Brasil, de Portugal, do Japão, da China e dos Países Árabes. Com seus rostos peculiares, seus idiomas característicos, suas maneiras de se vestir e de se portar, os estrangeiros parecem não sentir os efeitos da crise e marcam presença em alguns dos mais prestigiados salões de moda do mundo: o Prêt à Porter Paris, o Who’s Next e o Première Classe, em Paris. Eles já somam 37% do total de participantes.



Comparando ao mesmo evento do ano passado, o número de compradores externos aumentou 13,2%, com destaque para Portugal, cujo crescimento foi na base de 41,6%. Os brasileiros tampouco ficaram para trás, com avanço de 9%.

As nove marcas de calçados que estavam representando o Brasil fizeram 260 contratos durante a Feira e somaram US$ 330 mil em negócios nos quatro dias de evento, com expectativa de US$ 900 mil para os próximos 12 meses. Elas receberam o suporte do Brazilian Footwear – Programa de Apoio às Exportações de Calçados, desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Mais de 35 estandes brasileiros foram montados nas três Feiras que se desenvolveram em paralelo: Prêt à Porter Paris, Who’s Next e Première Classe. Destes, nove são de calçados, sete de confecção e dois de acessórios. Para Isabela Keiko, representante do Grupo WSN Developpement, que faz a intermediação entre os expositores brasileiros e as principais feiras da França, há espaço para todos os produto made in Brasil, desde que venham acompanhados do selo da “originalidade” brasileira. “O nosso diferencial é a criatividade. É nesse ponto que devemos nos focar. O nosso design deve ser arrojado, deve ter a marca do nosso país.”

Acostumada a receber empresários brasileiros que querem levar seus produtos às feiras internacionais, Isabela desenvolveu um importante faro para analisar o que pode ou não dar certo. A dica que deixa para quem está desenvolvendo seu produto é simples, mas nada fácil de ser colacada em prática : ”Os produtos devem ter a cara do Brasil, mas não podem cair no lado ‘caricato’. Nós não somos apenas carnaval e futebol”.

Fazer o filtro do que deve ou não ser levado ao exterior é uma tarefa delicada, mas Isabela a executa com maestria e com o maior cuidado para não desmotivar o empreendedor quando deve dar uma resposta negativa. Ela salienta que muitas empresas têm um bom produto em mãos, mas não tem a menor estrutura para dar suporte a um desembarque no exterior.

Como exemplo ela cita vários: a falta de domínio do idioma do país em que querem vender, o não conhecimento dos distribuidores dos seus produtos, a ausência de alguém in loco que possa intermediar a entrada do produto no determinado mercado, a falta de informações sobre o público que desejam atingir (vale lembrar que existem grandes diferenças culturais; por isso, às vezes um produto dirigido a um determinado tipo de pessoa em um país não se encaixa para outro país).

“A conquista do mercado externo é um passo, às vezes inevitável, para muitos empresários. Uma vez que eles já estejam com seus produtos nas principais boutiques do país, o único meio de continuar crescendo é visando o mercado internacional”, observa a executiva. Por outro lado, há empresários que simplesmente optam por não se expandir, pois querem se manter sólidos internamente.

Para Isabela, trazer uma marca à Paris é um trabalho que exige muito cuidado, mas recompensa, pois a capital da França converge todos os elementos para receber os expositores. “Paris é o coração da moda do mundo. Os empresários aproveitam a oportunidade de estarem aqui para visitarem as cidades, olharem as vitrines, verem as tendências. Eles já fazem as suas pesquisas de mercado. Aqui tem tudo.”

Flávia Pollo

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