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17 de set. de 2019
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As transformações na indústria têxtil brasileira

Publicado em
17 de set. de 2019

A preocupação com a sustentabilidade e as inovações tecnológicas estão mudando o comportamento do consumidor e criando uma nova industria têxtil, gerando grandes oportunidades de negócios.


Fernando Valente Pimentel, presidente da Abit - Divulgação


Apesar dos têxteis e confeccionados serem classificados como de baixa intensidade tecnológica pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo estudos realizados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor ingressou na Indústria 4.0, com a aplicação de inovações e P&D em sua cadeia de valores.

Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), diz que inéditas tecnologias de produção e interfaces entre consumidores e fabricantes estimularão novos modelos de negócio, sustentáveis, com sistemas de virtualização da criação e da produção.

"A multiplicidade de produtos com tecnologias vestíveis e o emprego de biotecnologia e de modernos materiais poderão ampliar a demanda por têxteis inteligentes e funcionais, como já está ocorrendo, por exemplo, nas Forças Armadas do Brasil, numa iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com participação da Abit. Os efeitos a montante da disseminação de fábricas com princípios da Indústria 4.0 poderão impulsionar a demanda qualitativa pelo desenvolvimento científico e tecnológico do setor. Uma nova estrutura industrial deverá surgir”, explica Fernando Valente Pimentel.

Exemplos concretos dessa transformação já se observam, como o lançamento recente de serviços de assinatura de aluguel de roupas, nos Estados Unidos, no Brasil e em vários mercados, tendência consistente no varejo de moda, com a utilização da tecnologia pelas marcas para se adequarem aos novos hábitos e necessidades dos consumidores”. Este novo mercado, deve crescer mais de 20% ao ano e alcançar 2,5 bilhões de dólares em 2023, de acordo com dados da GlobalData.

Além disso, para acompanhar tanta mudança, é necessário capacitar as equipes.  Pimentel aponta que 120 milhões de trabalhadores de todo o mundo terão de participar de programas de reciclagem nos próximos três anos, devido ao impacto da inteligência artificial no trabalho, segundo dados de pesquisa da IBM.

O setor está mudando, mas a preocupação com a sustentabilidade econômica, social e ambiental está cada vez mais no centro das atenções das empresas, que estão sendo buscando alternativas para reduzir o consumo de água, energia, e produtos químicos;  reutilizando e reciclando subprodutos oriundos da produção; combatendo o trabalho escravo e informal; e apostando no desenvolvimento da economia circular. 

Esses avanços são uma realidade e exigem investimentos que, conforme lembra Pimentel, enfrentam os obstáculos da crise econômica brasileira. “Trabalhamos, porém, para que as reformas em curso e a retomada do crescimento do PIB tenham êxito, viabilizando nosso ingresso de maneira incisiva na economia digital”.

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