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24 de nov. de 2011
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Argentina libera sapatos e móveis do Brasil

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24 de nov. de 2011

O imbróglio argentino nas liberações das licenças não automáticas para calçados e móveis começa a ser minimizado. Mesmo ainda com cerca de 2,8 milhões de pares de sapatos aguardando a emissão deste documento, uma fresta foi aberta devolvendo o sono tranquilo para alguns fabricantes brasileiros. Desde o começo deste mês, mas em uma ação mais intensa anteontem a partir das 18 horas, milhares de calçados ganharam a tão esperada permissão do governo Cristina Kirchner para cruzar a fronteira.


Permissão do governo argentino para cruzar a fronteira

É o caso da Piccadilly, fabricante de calçados femininos de Igrejinha/RS, que tinha 200 mil pares parados em uma de suas fábricas e agora resolveu 90% dos embarques. “Na segunda-feira foram autorizados 99.456 pares (US$ 1,64 milhão). Outros 80 mil tinham sido liberados no último dia 3. Restam ainda 20 mil”, disse Denilson Silveira, agente exportador da calçadista. Segundo ele, na primeira semana de dezembro os calçados já devem estar à venda nas vitrines argentinas. Ou seja, ainda foi o preservado o Natal no calendário dos negócios.

A Bibi, fabricante de calçados infantis de Parobé/RS, também solucionou quase 100% dos embarques - eram mais de 30 mil pares travados. “Falta pouca coisa para ser liberada, uns mil pares”, comentou a executiva Andréa Kohlrausch.

Com mais de R$ 10 milhões em mercadorias aguardando a liberação de licenças, a Kappesberg, que fabrica 8 mil peças/dia em Tupandi/RS, também teve autorizadas, da semana passada até ontem, oito licenças de importação, num valor de R$ 600 mil. “Estamos entrando neste festival da alegria. Não é o que sonhamos, mas, por enquanto, vai ajudando”, comentou o presidente Carlos Sost. A Argentina que já representou 15% das exportações da empresa, no ano passado respondeu por pouco mais de 2%. Segundo Sost, os produtos devem chegar ao distribuidor em 14 dias, que fará o repasse para os lojistas.

As liberações das importações pela Argentina não deram ânimo para as entidades que representam os setores calçadista e moveleiro. Aliás, o ceticismo impera. “Acredito em Papai Noel, coelhinho da Páscoa e em saci pererê, mas em mais nada que venha da Argentina”, argumentou Heitor Klein, diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Para o executivo, embora tenha ocorrido algumas liberações, nada mudou, pois o montante de calçados à espera das licenças de importação chegam a cerca de 2,8 milhões de pares.

A assessora Internacional da Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), Patrícia Boscardin Carneiro, disse que não há nenhuma novidade e que os números do setor não mudaram em relação ao começo de outubro, quando a pendência chegava a US$ 7 milhões. “Deste período para cá, houve algumas liberações, porém outras licenças já venceram, deixando tudo igual.”

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