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1 de dez. de 2013
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Argentina continua prejudicando o calçado brasileiro

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1 de dez. de 2013

Os entraves no comércio bilateral Brasil e Argentina foram tema da coletiva de imprensa promovida, na manhã do último dia 28 de novembro, pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em sua sede, em Novo Hamburgo/RS. Segundo a entidade, o impasse já acumula mais de 700 mil pares de calçados brasileiros negociados, oriundos de 15 fabricantes, impedidos de entrar no país vizinho.


A atitude protecionista do governo argentino, que exige as Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAIs) para a liberação dos produtos, já provocou um prejuízo de US$ 13 milhões. Alguns calçados estão parados desde julho, enquanto o prazo máximo estipulado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para a liberação de mercadorias é de, no máximo, 60 dias.

O encontro, que também contou com a presença de representantes das prefeituras de cidades dos vales do Sinos e Paranhana, teve como objetivo alertar toda a sociedade para o preocupante cenário das exportações para o país que é o segundo maior comprador do calçado brasileiro e, assim, somar esforços na luta para reverter a situação. O presidente executivo da Abicalçados, Heitor Klein, que comandou a apresentação, definiu a situação como lamentável e afirmou que, se o quadro não for revertido imediatamente, as consequências serão impactantes. “Se não houver uma resolução rápida e eficaz, teremos, na região dos vales do Sinos e Paranhana, a dispensa de 8 mil a 10 mil trabalhadores”, frisou.

Segundo ele, os entraves geram a deterioração de empresas que há mais de uma década investem na exportação para a Argentina. “As coleções brasileiras outono-inverno não chegarão a tempo nas vitrines de lá, o que deveria ocorrer em março. Vamos perder a credibilidade com o importador, com o varejo e com o consumidor final local, que já reconhece os produtos Made in Brazil”, lamentou.

GOVERNO FEDERAL

Após uma série de ações conjuntas entre entidades, prefeituras e, mais recentemente, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, para que o Governo Federal interviesse nas tratativas, Klein avalia que falta veemência no posicionamento da esfera nacional. “Os impasses que vigoram não têm amparo legal, não estão de acordo com a legislação internacional. Nós, enquanto entidade, não podemos entrar com processo na corte internacional para reverter a situação. Isso cabe ao Governo Brasileiro. Precisamos que o Poder Federal tome uma atitude”, enfatizou.

O diretor de Relações Institucionais da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV), Marco Aurélio Kirsch, relatou, na coletiva de imprensa, a mais recente ação. Trata-se da realização de uma reunião da comissão representativa do setor com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, em Brasília/DF, ocorrida na tarde da última quarta-feira, dia 27 de novembro, com o intuito de pressionar o Itamaraty a tomar uma atitude.

REUNIÃO NA ARGENTINA

Como resultado dos intensos pedidos, o secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Gordinho, reúne-se no último dia 28 com autoridades do governo argentino, no país vizinho, em busca de uma solução para o caso. “Há duas repostas possíveis. A positiva é a liberação das DJAIs. No caso contrário, o Governo Federal se comprometeu a adotar medidas rígidas, que envolvem a entrada dos produtos da Argentina em solo brasileiro”, revelou Kirsch.

Foto: Divulgação

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