Apple está próxima de inaugurar sua nova sede bilionária

Oito anos depois do início da construção, a nova sede da Apple começa a receber os funcionários da gigante da tecnologia. Chamado de Apple Park, o escritório, localizado na cidade californiana de Cupertino, teve o custo estimado em US$ 5 bilhões.

Apple Park

Caso esse valor seja confirmado, seria o suficiente para colocar o Apple Park como a terceira construção mais cara da era moderna. Um levantamento da agência de notícias Bloomberg mostra exatamente isso.

A sede da fabricante do iPhone ficaria atrás do complexo de arranha-céus Abraj Al Bait, da Arábia Saudita, e o hotel e cassino Marina Bay Sands, em Singapura. Eles custaram, respectivamente, US$ 15 bilhões e US$ 5,5 bilhões.

Para se ter uma ideia da fortuna dispendida no Apple Park, até a reconstrução do World Trade Center, em Nova York, foi mais barata. O novo One World Trade Center foi orçado em US$ 3,9 bilhões. Um detalhe curioso, no entanto, é que o prédio da Apple possui apenas quatro andares, contra 104 do edifício símbolo dos ataques terroristas de 11 de setembro

O Apple Park foi um dos últimos projetos de Steve Jobs, fundador da empresa e morto em 2011, vítima de um câncer.

O design do edifício lembra um disco-voador que acabou de pousar.

Por volta de 12 mil funcionários trabalharão diariamente na sede de Cupertino. Boa parte dos detalhes do prédio foram especificações do próprio Jobs, conhecido por sua mania de controle.

Pequenos itens, como as maçanetas das portas, por exemplo, foram escolhas dele. Algumas paredes foram feitas com uma pedra específica de uma pedreira Kansas – isso porque o fundador queria uma aparência similar aos rochedos encontrados no Parque Nacional de Yosemite, em Nevada, um de seus lugares favoritos.

Além de todos os detalhes, o prédio da Apple terá nove mil vagas de estacionamento e o mesmo número de árvores plantadas dentro de uma área de 260 mil metros quadrados.

Apesar da grandiosidade, o novo prédio também chama a atenção além de suas cifras. A primeira delas é a ausência de creche para funcionários. Ou seja, aqueles empregados que possuem filhos precisarão encontrar um lugar para deixá-los. Atualmente, as mulheres, que ainda acabam sendo as principais responsáveis pelo cuidado dos filhos, representam 37% do braço da empresa.

“A Apple é um clube para meninos e sempre foi”, disse uma funcionária para a jornalista Barbara Lippert, do site Advertising Age. “Pessoas solteiras ou famílias, que precisam de dois salários em casa, apenas não estão em seu radar. Todos os meus colegas tiveram cônjuges que estavam em casa, em tempo integral.”

O fato reacende a discussão sobre o sexismo nas empresas de tecnologia do Vale do Silício. Em junho do ano passado, Travis Kalanick, CEO e fundador do Uber, foi afastado do cargo após uma série de denúncias. Entre as mais graves, estão as acusações de assédio sexual na empresa que criou polêmica com taxistas.

Alguns, contudo, defendem a questão mais impessoal do novo quartel general da empresa. Para Lucy Kellaway, jornalista e articulista do jornal britânico Financial Times, a medida foi acertada.

“A sede da Apple foi construída sobre a ideia de que o trabalho e o lar são coisas distintas”, disse ela, em sua coluna.
“Jamais quis que meu patrão tomasse conta de meus filhos, mas queria contratar minhas próprias babás e deixar o trabalho a tempo de ajudá-las."

Fonte: Portal NoVarejo

 

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