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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
19 de mai de 2021
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2 Minutos
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Angela Missoni deixa a direção artística

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
19 de mai de 2021

Trata-se de um novo capítulo para a grife italiana que ficou famosa pelas suas malhas em zigue-zague. Após vinte e quatro anos, Angela Missoni decidiu deixar a direção artística, mantendo porém o cargo de presidente da empresa. O seu braço direito, Alberto Caliri, assumirá de forma interina a partir da coleção para a primavera-verão 2022.


Angela Missoni - Missoni

 
A informação foi confirmada pela marca. Esta decisão enquadra-se num plano de reorganização e recuperação iniciado em 2018 com a entrada no capital, com 41,2%, do fundo italiano FSI (Fondo Strategico Italiano). Sob a liderança do administrador delegado [NR: o equivalente a diretor-geral na Itália] Livio Proli, que assumiu o comando há um ano, a Missoni pretende se se reposicionar e ampliar o seu público, nomeadamente através de uma gama de produtos e preços mais ampla e um estilo atualizado.
 
Pela primeira vez, a direção artística da marca deixará, portanto, de estar nas mãos da família. Angela Missoni havia sucedido, em 1997, seus pais, Ottavio e Rosita Missoni, que fundaram a marca em 1953. Trata-se, no entanto, de uma mudança na continuidade, já que o estilo será supervisionado inicialmente por Alberto Caliri, presente há vinte anos na empresa, na qual é diretor de design desde 2009. Caliri apresentará a sua primeira coleção em setembro, no âmbito da próxima fashion week de Milão.

Em março passado, a empresa já havia feito uma reorganização interna com a saída de Margherita Maccapani Missoni, filha de Angela Missoni, da direção criativa da linha jovem M Missoni. Além disso, Giacomo e Ottavio Jr, dois dos três filhos de Vittorio Missoni, irmão de Ângela, falecido em 2013, receberam novas responsabilidades. Giacomo assumiu a filial da Missoni nos Estados Unidos como CEO, enquanto Ottavio Jr, que presidia a Missoni USA ao lado do CEO Antonio Moltoni, regressou a Itália, à sede de Sumirago, nos arredores de Milão, para assumir a direção do desenvolvimento sustentável.

Sem dar mais detalhes sobre o futuro da M Missoni, Livio Proli declarou na época “que, em resposta à redução e à evolução do consumo no setor da moda devido à pandemia, a empresa iniciou um plano de reorganização interna no domínio da criação e da comunicação, a fim de melhorar as sinergias naturais e as vantagens qualitativas do design das coleções”.
 
Em 2019, a Missoni atingiu um volume de negócios de 110 milhões de euros e, para 2020, as suas vendas devem cair 30% devido à pandemia.

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