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Publicado em
13 de jan. de 2017
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American Apparel: Gildan leva tudo por 88 milhões de dólares

Por
Reuters
Publicado em
13 de jan. de 2017

A empresa Canadense Gildan Activewear venceu o leilão que tratava da marca em falência American Apparel, de pois de ter levado sua oferta a 88 milhões de dólares (83,3 milhões de euros), segundo as informações obtidas pela Reuters com uma fonte próxima do negócio.
 
A aquisição da American Apparel pela Gildan marca o fim de uma época para a grife californiana, que havia sido fundada em 1998 pelo Canadiano Dov Charney e que rapidamente se tornou um símbolo da cultura popular americana, graças em especial ás suas publicidades com forte conotação sexual.

American Apparel buscou suavizar a sua imagem ao longo dos últimos anos. - American Apparel


Gildan não assumirá nenhuma das 110 lojas da American Apparel, mas controlará a marca, assim como certo número das suas unidades de produção, segundo a mesma fonte. American Apparel não quis tecer comentários e a Gildan não estava imediatamente disponível para comentar a informação.
 
Se o leilão havia também atraído a atenção do grupo californiano Next Level Apparel, foi mesmo a Gildan que o venceu, depois de ter revisto para cima sua oferta inicial de 66 milhões de dólares, segundo a fonte da Reuters. Os outros grupos que fizeram parte deste interesse são a Amazon, a gigante da venda on-line, Forever 21, assim como a especialista em licença da marca Authentic Brands Group, que no ano passado assumiu a direção de um consórcio para adquirir a Aeropostale.

As dificuldades conhecidas pela American Apparel ilustram os desafios que devem enfrentar atualmente as marcas tradicionais face à popularidade crescente do comércio em linha. Várias marcas americanas, dentre as quais Aeropostale e Pacific Sunwear of California, foram colocadas em processo de recuperação judicial ao longo dos últimos anos.
 
A Gildan deve assumir o controle de várias unidades de produção no sul da Califórnia. Na atualidade, a Gildan fabrica o básico dos seus vestuários fora da América do Norte. Cerca de 90% dos seus 42.000 empregados estão situados em países que oferecem baixo custo na América Central e nas Caraíbas. Por outro lado, o grupo dispõe de centros de tecelagem e de distribuição em estados como a Carolina do Norte e Geórgia.
 
Em novembro passado, a American Apparel foi colocada em recuperação judiciária pela segunda vez, depois do insucesso de um plano implantado por seus proprietários (um grupo de antigos credores obrigatórios), ao passo que sua dívida atingia os 177 milhões de dólares.
 
A situação financeira da empresa rapidamente se deteriorou. Embora em 2013 as vendas tenham atingido os 633 milhões de dólares, elas caíram para 497 milhões em 2015, isso depois da saída forçada do CEO Dov Charney, em 2014.

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