Amazon se torna a empresa privada mais cara do mundo

A gigante americana do comércio eletrônico, Amazon, se tornou nesta segunda-feira (7) a empresa privada mais cara do mundo, superando a Microsoft. Sem particular relevância, mas se beneficiando do otimismo em Nova York, as ações do grupo liderado por Jeff Bezos subiram 3,44% na segunda-feira, elevando seu valor de mercado para 797 bilhões de dólares.


J.Macdougall/AFP

A Microsoft, com seus 783 bilhões de dólares, perdeu o primeiro lugar, que conquistou da Apple no final de novembro.

O desempenho da Amazon deve, no entanto, ser colocado em perspectiva: o valor da empresa diminuiu significativamente depois que ela conseguiu ultrapassar a marca de 1.000 bilhões de dólares no início de setembro, poucas semanas depois da Apple.

A empresa, que iniciou suas atividades em 1994 como uma pequena vendedora de livros online, teve uma ascensão astronômica e se tornou um gigante da distribuição online. Nesse meio tempo, a companhia também se tornou um gigante da computação “cloud", uma desenvolvedora de produtos populares, tais como os assistentes vocais inteligentes Alexa, e gestora de uma popular plataforma de música e filmes com seu serviço Prime.

Graças a esse sucesso, Jeff Bezos se tornou o homem mais rico do mundo, de acordo com o ranking estabelecido pela revista Forbes. Nesta segunda-feira, sua fortuna foi estimada em 135 bilhões de dólares.

As empresas de tecnologia sofreram muito nos últimos meses, afetadas por temores de uma desaceleração no crescimento global. A Apple, que teve uma desvalorização de quase 40% desde o início de outubro, perdeu mais 10% em 3 de janeiro, depois de reconhecer que suas vendas no último trimestre de 2018 seriam piores do que o esperado, principalmente devido à desaceleração da economia chinesa e de outros países emergentes. Com 702 bilhões de dólares, a marca da maçã é hoje menos valorizada do que a Amazon, a Microsoft e a Alphabet, empresa controladora do Google (748 bilhões).

Traduzido por Novello Dariella

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