Alibaba: receita supera expectativas e cresce 61% no primeiro trimestre

O grupo chinês Alibaba divulgou na quinta-feira um volume de negócios do primeiro trimestre do seu exercício ligeiramente acima das expectativas, graças ao crescimento das suas principais atividades de comércio online. A receita subiu 61%, para 80,9 bilhões de yuans (10,16 bilhões de euros) para o período de abril a junho, em comparação com 80,7 bilhões de yuans previstos pela Thomson Reuters I/B/E/S.


Foto tirada a 20 de julho de 2018 - REUTERS/Aly Song

O lucro líquido do grupo caiu, no entanto, 41%, para 8,7 bilhões de yuans, ou seja 3,3 yuans por ação, como resultado de uma taxa exepcional relacionada com a recente angariação de fundos da Ant Financials, subsidiária da Alibaba que possui a principal plataforma de pagamento online na China.
 
Embora o crescimento do volume de negócios tenha acelerado desde a introdução em bolsa do grupo em 2014, as margens sofreram uma agressiva política de investimento, tanto na distribuição em lojas como em matéria de logística e de computação em nuvem. Excluindo itens extraordinários, o lucro foi de 8,04 yuans (1,22 dólares) por ação, abaixo das expectativas de 8,15 yuans.
 
O volume de negócios da atividade principal de comércio online progrediu 61%, para 69,2 mil milhões de yuans (8,7 bilhões de euros), contra uma subida de 58% no mesmo período do ano passado.

A faturação para a atividade de computação em nuvem (cloud computing) quase duplicou para 4,7 bilhões de yuans e o volume de negócios da divisão de entretenimento do grupo subiu 46,4% para 6 bilhões de yuans.
 
A Alibaba anunciou ter criado uma holding para supervisionar o seu serviço de entrega de produtos alimentares Ele.me e a plataforma de comércio online Koubei, que recebeu mais de 3 bilhões de dólares em compromissos de novos financiamentos da sua casa-mãe e da Softbank.
 
As atividades principais da Alibaba incluem os mercados online Tmall e Taobao, bem como a plataforma de pagamento online Alipay.

O volume de negócios dos players chineses do e-commerce para o período de abril a junho é tradicionalmente superior ao dos três meses anteriores devido aos saldos de meio do ano que culminam em 18 de junho. Os analistas alertaram, no entanto, que este ano as vendas deverão ser inferiores, já que os saldos coincidem com o período de férias.
 
O número dois chinês do comércio eletrónico, a JD.com, disse na semana passada ter falhado as suas metas de vendas nesta ocasião devido a uma desaceleração inesperada no final de junho.

Traduzido por Estela Ataíde

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