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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
23 de out. de 2020
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2 Minutos
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Adidas vai vender a Reebok em março

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
23 de out. de 2020

Enquanto o mundo continua a lidar com as consequências da pandemia, o setor da moda e as indústrias relacionadas também continuam tomando medidas importantes para se recuperar. Segundo uma matéria da German Manager Magazin, a Adidas estaria planejando vender sua divisão Reebok.


Reebok


Talvez essa notícia não surpreenda tanto, uma vez que a unidade não tem obtido um bom desempenho já há algum tempo e tem prejudicado a operação da marca Adidas, de maior sucesso. Os investidores têm pressionado a Adidas para se desfazer da Reebok e as ações da empresa-mãe subiram após a notícia da revista alemã.

Na matéria, a German Manager Magazin afirma que a Adidas quer que a venda seja assinada, lacrada e entregue até março de 2021. Nem a Adidas nem a Reebok comentaram sobre o assunto e a revista não disse onde conseguiu as informações, nem o valor atribuído à marca. Apesar disso, segundo ela, a Adidas reduziu pela metade o valor contábil da Reebok, para 842 milhões de euros, nos últimos dois anos.

De propriedade alemã, mas com sede nos Estados Unidos, a Reebok foi fundada no Reino Unido na década de 50 pelos netos de Joseph William Foster, que criou alguns dos primeiros tênis de atletismo com travas, em 1890.
 
A Reebok permaneceu uma empresa britânica até que seu licenciado americano, sob o comando de Paul Fireman, a comprou na década de 80. A Adidas a adquiriu em 2005.

A Adidas pagou 3,8 bilhões de dólares pela Reebok 15 anos atrás, mas a marca acabou não sendo a história de sucesso norte-americana esperada e, em seu trimestre mais recente (2T) suas vendas caíram 44% devido à sua exposição ao fraco mercado americano. O prejuízo que a Adidas sofreu no trimestre incluiu a deterioração das lojas de varejo e da marca registrada da Reebok.

Portanto, se a Adidas não quer a Reebok, quem irá quer? A revista alemã sugere a empresa norte-americana VF Corp e a chinesa Anta Sports como possíveis licitantes. Mas, assim como a própria Adidas, nenhuma deles comentou a respeito.

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