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Abastecimento: 116 mi de operários 'escondidos' a serviço dos grupos

Publicado em
today 27 de jan de 2016
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H&M, Gap Inc, Li&Fung, Nike, P&G fazem parte das 50 grandes firmas internacionais apontadas pela l'International Trade Union Confederation (ITUC) por deixar ir a 94% uma mão de mão de obra "escondida" muito importante, que não entra nos números das marcas, mas que trabalham para elas!


Ali onde a Gap diz contar com 150.000 colaboradores, a ITUC vê, por sua vez, um milhão de trabalhadores escondidos. Na H&M, aos 132.000 anunciados se juntam 1,6 milhão de outros. E dos 26.000 exibidos pela Li&Fung, na realidade, eles seriam 3.75 milhões. E o relatório aponta também a Nike (48.000 oficialmente contra 2,5 milhões escondidos) e a Procter&Gamble (118.000 contra 8 milhões), mas cita ainda o Carrefour, Walmart ou ainda a Tesco.
 
"As 50 empresas listadas neste relatório poderiam agir para mudar o comércio mundial. Elas têm recursos e influência para tal", aponta a ITUC. "Os trabalhadores pagam o preço do escândalo: escravidão, trabalho informal, contratos precários em curto prazo, fracos salários, trabalho e produtos químicos perigosos, horas extras forçadas... Tudo isso faz parte de um grande escândalo mundial que agora é impulsionado pela ganância corporativa em sua busca eterna pelo lucro e pelo valor acionário".

E a ITUC tenta mostrar a expectativa de mudança por parte dos consumidores. Questionados na França, Alemanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos, são 55% os que julgam que não se pode confiar nos grandes grupos, e 25% os que não sabem se eles são dignos de confiança.
 
E para apoiar o distanciamento entre esses trabalhadores escondidos e os dirigentes, o relatório cita o salário dos últimos. Os CEOs da P&G, Nike, Wall-Mart, et Gap Inc estão entre os 15 primeiros.


O grupo de sindicatos observa também a crescente conscientização dos trabalhadores. Interrogados na Indonésia, na Turquia e nas Filipinas, são 78% os que estimam que um salário mínimo deveria ser instaurado dentro da cadeia de abastecimento. São também 80% os que estimam que a corrida ao lucro se faz em detrimento da segurança dos trabalhadores.
 
Hoje, 58% desses países e, em especial os principais países de produção, se isentam do direito do trabalho para certas categorias profissionais. Além disso, 70% dos trabalhadores não têm o direito de greve e 60% não têm o direito de petição.

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