×
Publicidade
Por
EFE
Publicado em
12 de mar. de 2013
Tempo de leitura
3 Minutos
Compartilhar
Baixar
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Tamanho do texto
aA+ aA-

A sofisticação em todas as suas variações encerra a ModaLisboa

Por
EFE
Publicado em
12 de mar. de 2013

Lisboa - A versão mais refinada de modelos urbanos, desportivos ou os mais clássicos encerraram ontem a quadragésima edição da ModaLisboa, um resumo das apostas realizadas pela moda lusa para o próximo outono-inverno.

O maior evento da moda em Portugal, que é celebrado na passarela do Pátio da Galé na capital portuguesa, reuniu dezenove designers e grifes durante três dias, um a menos que em edições anteriores devido aos cortes.

Desfile de Nuno Gama. Foto: Facebook/ModaLisboa


No dia do encerramento, o duo formado por Marta Marqués e Paulo Almeida, da Marqués'Almeida, mostrou sua primeira incursão na elaboração de roupas para noite e no uso de tecidos como a seda selvagem em sofisticados "looks" noturnos, cujo denominador comum foram as calças com uma perneira desproporcionalmente grande em uma alusão ao vestido.

Com a banda de rock Skunk Anansie e a atriz Wynona Ryder como inspiração, a Marqués'Almeida aposta em peças urbanas como as jaquetas "biker" e em peças que revelam as costas para criar apostas diurnas unidas ao denim, uma constante em seu imaginário, que reinventam com pequenas caudas em suas bainhas de corte estreito.

Apesar de apostar na monocromia na maioria das apresentações, baseada na bandeira dos Estados Unidos, também tiveram seu espaço reduzido os fundos de zebra e estampados militares, bem protegidos para o frio invernal com estolas de pele de carneiro tingidas.

Desfile Felipe Faísca. Foto: Facebook/ ModaLisboa


O estilista português V!tor apresentou nesta edição uma coleção voltada ao divino, na qual buscou concentrar seus modelos nas divindades e nas musas tribais e paradisíacas, pouco vestidas para a estação invernal.

Vistosas batas, saias e calças com detalhes de origami vestem, sem diferenciar sexos, em confortáveis conjuntos onde as riscas em algodão e tricô se combinam com tecidos mais fluidos nos quais havia buldogues e peixes.

Agasalhos e jérseis de corte desportivo protegem essas divindades vestidas com turbantes, coroas e gorros.

Dino Alves dá vida às páginas das obras literárias com pregas e superposição de tecidos, para criar uma alusão às folhas sobre o corpo que avançam para a próxima página ("Next Page"), nome da coleção, com silhuetas delgadas, sem espaço para o excessivo em peças justas de algodão, "lycra" e tricô.

O tom sempre desportivo da grife White Tent se aproxima de uma feminidade mais marcada com materiais de malhas como o lurex e tecidos dourados que remetem ao papel, além da cor "blocking", embora com a utilização de silhuetas confortáveis.

Em outra coleção de destaque, o original Felipe Faísca inovou com a linha "cor de burro quando foge", expressão lusa utilizada para referir-se à indeterminação, com sua mistura de berinjela, cinza, preto e verde ácido em sua aposta no "oversize", no qual os diferentes tipos de lãs assumem o papel principal.

O designer Miguel Vieira escolheu novamente a sofisticação da mulher em suas criações com uma coleção com tons luxuosos como o ouro novo, o champanhe e o antracite sendo os protagonistas, os quais só se misturavam em pontos estratégicos.

As curvas se formavam por meio de superposições e babados para cultivar formas de ampulheta ou retangulares sobre o vestido, as quais nunca foram além dos joelhos, e calças amplas, bem cobertas com a capa "oversize".

E se Vieira busca a perfeição feminina, Nuno Gama faz o mesmo com os homens e busca dar respostas a todas as suas necessidades com uma oferta versátil.

O consagrado estilista português introduz no mesmo modelo curvas retas escondidas por peças que exaltam o corpo masculino, tecidos naturais com remates tecnológicos, foscos e brilhos, e tecidos lisos contra outros como o "príncipe de Gales" sobre profundos tons azul-marinho e escuros que, às vezes, se combinam com o vermelho vívido e cremes fortes.

Os estilistas portugueses voltaram a deixar claro que o binômio branco e preto é uma aposta segura para o inverno, à qual todos os burgueses se lançaram.

Castanhos, cinzas e a linha marinha dos azuis foram os outros tons dominantes entre as apostas desta edição, sendo acrescentadas a estas concessões específicas como os vermelhos vivos e os verdes florestais.

© EFE 2021. Está expressamente proibida a redistribuição e a retransmissão do todo ou parte dos conteúdos dos serviços Efe, sem prévio e expresso consentimento da Agência EFE S.A.