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Publicado em
26 de jun. de 2017
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3 Minutos
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A era das Fashion Influencers

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UseFashion
Publicado em
26 de jun. de 2017

A extrema relevância das digital influencers no mercado da moda já é uma realidade. O tema tem, inclusive, sido abordado em eventos de marketing focados no setor. Porém, você já parou para pensar como o simples ato de falar sobre o universo fashion em suas redes sociais se tornou uma das profissões mais importantes e badaladas do ramo?

Chiara Ferragni na NYFW


A onda dos blogs de moda que iniciou em meados dos anos 2000, com a difusão da internet, se renovou com o surgimento de redes sociais instantâneas, como o Instagram. O compartilhamento rápido de imagens variadas foi uma grande oportunidade para as blogueiras, que já estavam acostumadas a compartilhar seus looks do dia em plataformas como Flickr e Lookbook.com.

Essa rapidez proporcionada pelos aplicativos em smartphones fez com que as blogueiras criassem um relacionamento próximo com suas leitoras, através do contato online diário. Compartilhando looks, acessórios, passeios e refeições, elas passaram a incentivar as tendências de moda, beleza e lifestyle aderidas por quem as acompanha.

A criação dessa intimidade entre as blogueiras e os consumidores foi o que gerou o termo influencer, baseado na influência que essas pessoas vinham tendo sobre a vida das pessoas. E foi essa conexão pessoal que fez brilhar o olho de diversas marcas, que enxergaram uma nova oportunidade de divulgar seus produtos através de um clima leve, de amiga para amiga. Assim surgiu o que podemos chamar de Marketing de Influência.

Instagram Camila Coelho | Instagram Chiara Ferragni


A partir daí, se tornou comum vermos posts sutilmente publicitários nos perfis das influencers. Em troca de indicações e marcações em redes sociais, as marcas enviam produtos para que elas usem e publiquem. Para as que possuem mais seguidores, acontecem até pagamentos por foto.

A empresa Socialite Collective, que faz o intermédio entre marcas e influencers, conta que os salários das suas contratadas varia entre 200 mil (para as menos conhecidas) à 1 milhão por ano para os nomes mais badalados.
Atualmente, elas já conquistaram seu próprio espaço como profissionais de moda, sendo convidadas para fazer cobertura de desfiles de moda, participando no desenvolvimento e assinando coleções cápsulas para marcas, assim como lançando seus próprios negócios, como é o caso da Chiara Ferragni Collection, grife de calçados e acessórios criada pela influencer italiana.

Dados mostram que 92% dos consumidores, a nível mundial, confiam mais em influenciadores do que em celebridades na hora de escolher qual marca apoiar. Um exemplo de sucesso do marketing de influência é a máscara de cílios da Yves Saint Laurent que foi anunciada através de um post com filtro de cachorrinhos no Snapchat, e em apenas 24 horas vendeu 422 unidades, tendo um lucro de cerca de 13 mil dólares.

Sendo o Brasil o oitavo maior mercado de moda do mundo, com uma população que passa 44% de seu tempo nas redes, ficar de olho nessa tendência de marketing pode ser bastante importante.
 

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