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A debutante chique e vanguardista da Givenchy

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 4 de mar de 2019
Tempo de leitura
access_time 2 Minutos
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Jardim do Éden na Givenchy, ainda que as tentações não fossem as da carne, mas sim do guarda-roupa. Numa temporada bastante formal e respeitável - com pouca pele à mostra nas passarelas da Europa Ocidental -, esta coleção da Givenchy para o outono de 2019 pareceu muito em sincronia com o clima atual.


Givenchy - outono-inverno 2019 - Moda Feminina - Paris - © PixelFormula


Uma mistura de elegância severa e fantasias florais japonesas num desfile que captou todas as habilidades e pontos fortes da designer da Givenchy, Clare Waight Keller.
 
Waight Keller agradeceu surgindo de uma intensa nuvem de gelo seco após uma banda sonora de techno e dance music que culminou com Revolution 909, dos Daft Punk. No entanto, o seu espaço nos bastidores estava a abarrotar de flores preciosas.

As inspirações de Waight Keller foram as belezas famosas dos anos 90, como Jasmine Guinness e Honor Fraser, e as suas novas abordagens à moda. "Aquelas raparigas que vieram de mundos aristocráticos e começaram a misturar essa sensibilidade chique com elementos mais urbanos", explicou Waight Keller, antes de ser abraçada por Rosamund Pike e Lewis Hamilton.

As suas duas ideias-chave foram alfaiataria e jardins. A criadora apresentou casacos compridos e fatos com ombros exagerados, ora um pouco curvados devido às lapelas arredondadas, ora grandes e lembrando pagodes, com o efeito exacerbado pelas costuras levantadas. Na maioria das vezes, foram complementados com grandes cintos bastante inexpressivos. Tecido em xadrez Príncipe de Gales ou caxemira cor de caramelo foram os escolhidos.
 
Além disso, a designer apresentou uma boa dúzia de vestidos de seda plissada com bainhas e punhos de folhos, frequentemente com belos motivos florais japoneses, hiper-realistas. Eram elegantes, inesperados, mas também bastante respeitáveis- para raparigas criadas com decoro, que procuram ser ser um pouco artísticas, mas não demasiado.

O final foi o seu melhor momento, vestidos dignos de debutante, embora em nylon e não em tafetá, sempre muito desconstruídos para parecerem contemporâneos e muito cool.


Givenchy - outono-inverno 2019 - Moda Feminina - Paris - © PixelFormula


O desfile foi apresentado no interior do Jardin des Plantes, numa tenda de 100 metros de comprimento com um teto transparente, ideal para ver a longa fila árvores no lado de fora, com os seus galhos a contorcerem-se numa noite de vento, complementando as fantasias florais dos tecidos.

Neste desfile misto, as mulheres da Givenchy foram acompanhadas por roqueiros elegantes em camisas de seda de estampado python, calças de couro e redingotes brancos; ou diplomados de escola de arte em fatos azul turquesa.
 
No fim de contas, um desempenho polido por uma designer que controla muito bem o seu estúdio e o seu atelier, embora um pouco abaixo das suas melhores prestações, se comparado, por exemplo, com o seu incrível desfile de alta costura, apresentado no mês passado.

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