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Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de out. de 2019
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A arte abstrata invade uma São Paulo Fashion Week repleta de contrastes

Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de out. de 2019

Inspirada na arte abstrata de Hilma af Klint, Agnes Martin e Emma Kunz, a marca brasileira Bobstore abriu na terça-feira (15) o segundo dia de desfiles da 48ª São Paulo Fashion Week com uma ousada coleção de inverno moderna e atemporal, misturando elegância e inovação.


A Bobstore se inspirou na arte abstrata. - EFE


Em um desfile realizado na Pinacoteca de São Paulo, no centro da capital paulista, a Bobstore optou por vestidos, shorts, macacões, calças e roupas sobrepostas que alternaram o moderno e o clássico, o ousado e o tradicional, o conforto e a distinção.

A primeira a pisar na passarela foi a modelo Carol Ribeiro, vestindo um conjunto azul marinho com uma jaqueta de couro preta e um chapéu, peça que marcou presença tanto nos desfiles quanto entre os convidados do evento. 

Por se tratar de uma marca mais comercial, que tem uma longa história no setor do varejo e geralmente está em sintonia com as últimas tendências do mercado, a Bobstore apresentou as mais novas apostas do mundo da moda, como franjas, botas altas e acessórios volumosos.

O diretor de estilo da Bobstore, André Boffano, apostou na tradicional essência do conforto e elegância da marca para criar peças contemporâneas e versáteis, com uma paleta de cores sóbrias, cortes assimétricos e muita transparência.

As estampas modernas e atemporais e os penteados volumosos das modelos também evocaram a atmosfera mística que cerca o trabalho dos três artistas que serviram de inspiração para o estilista. Tons que não variaram muito além dos avermelhados, terrosos, azuis ou verde escuro completaram a estética do desfile.

Já no emblemático Parque Ibirapuera, onde a São Paulo Fashion Week retorna após duas edições realizadas em um bairro periférico da cidade, o veterano Reinaldo Lourenço exibiu na passarela "o contraponto entre peso e leveza", segundo disse o próprio estilista após o desfile de sua coleção intitulada "Softpunk".


Desfile Reinaldo Lourenço. - EFE


O aclamado designer manteve seu estilo conhecido, que mistura referências clássicas e românticas com a audácia e exagero de novos movimentos contemporâneos. De um lado, peças de aparência mais agressiva, feitas de couro e que remetem à transgressão da cultura punk; do outro, camisas longas e soltas, mangas bufantes e vestidos leves.

As transparências e os chapéus também foram recorrentes em sua coleção, feita em uma ampla paleta de cores, indo do branco e preto absoluto ao rosa choque, vermelho vivo e azul, passando pelo dourado e prateado. Entre os acessórios, se destacaram as bolsas médias, os broches chamativos, e os colares lembrando coleiras de animais.

Além da Bobstore e Reinaldo Lourenço, mais 24 marcas irão desfilar suas coleções nas passarelas da semana mais glamourosa do Brasil, que termina na próxima sexta-feira (18), incluindo Gloria Coelho, Lilly Sarti, Lino Villaventura e Cavalera.

Além dos desfiles de moda, a São Paulo Fashion Week também conta com diversas atividades, como palestras educativas, seminários e debates sobre o futuro da moda em um mundo com consumidores cada vez mais preocupados com o consumo consciente e sustentável.

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