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A aquisição de The Kooples, um movimento inteligente para o grupo Maus

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 5 de ago de 2019
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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A aquisição da The Kooples pelo grupo Maus Frères foi a surpresa do início do ano em termos de fusões e aquisições no setor da moda. O grupo suíço, proprietário da Lacoste, Gant e Aigle, concluiu esta aquisição no final de maio finalizou esta aquisição no final de maio com a família Elicha, a administração em vigor e o fundo LBOFrance.


O equilíbrio masculino e feminino de The Kooples - Retviews


“The Kooples completa a nossa gama com um posicionamento mais moderno, orientado para a cidade/ rock, evoluindo no universo do luxo acessível. Fomos seduzidos pelo seu posicionamento e seu potencial, que permitiu um desenvolvimento equilibrado da marca entre mulheres e homens desde a sua criação”, explicou Didier Maus, presidente do conselho de administração do grupo suíço durante o anúncio do projeto de aquisição, em março.

A Retviews, especialista em análise de dados de moda, luxo e distribuição, analisou para o FashionNetwork.com a oferta da The Kooples em seu site, entre fevereiro e junho. Primeira observação: sua oferta é ligeiramente mais feminina que masculina, o que é uma vantagem, já que a divisão de marcas Maus Frères International, dirigida por Thierry Guibert, é composta por Lacoste, Gant e Aigle, marcas predominantemente masculinas.

Por outro lado, frente aos concorrentes de luxo francês acessível, sua identidade mista permite que ela se destaque. “A marca Kooples usa muitas cores escuras em comparação com seus concorrentes. Preto e cinza representam 50% da coleção, sendo 35% em marcas como Sandro e Maje”, explicam os analistas da Retviews.


O rock e o estilo urbano da marca podem ser sentidos na escolha das cores. - Retviews


Em termos de categorias de produtos, The Kooples tem um ponto forte nas calças. É o produto mais representado em sua oferta depois das camisetas, provavelmente um legado de seu espírito "rock". E, de acordo com as análises de Retviews, a marca oferece o produto entre 1,2 e 3 vezes mais que seus concorrentes.

Por outro lado, ela pode ter um potencial de progressão na saia. As partes de cima, tops e cardigãs também estão nas categorias potenciais. Em geral, a marca oferece muitas referências. Resta saber se o grupo Maus irá racionalizar essa oferta.


Mais agressiva em têxteis do que as outras marcas de luxo acessíveis, a marca optou por um posicionamento bastante elevado nas bolsas. - Retviews


Um dos eixos desenvolvidos com grande ambição nos últimos anos é a oferta de bolsas. Uma aposta que parece estar rendendo frutos pois, de acordo com pesquisas da Retviews, a bolsa de crocodilo vermelha Irina Nano, que foi destacada pela modelo Irina Shayk, não teve descontos e ainda é oferecida por 350 euros. Ela esgotou várias vezes no site da marca e teve reposições entre dezembro de 2018 e junho de 2019.

Além deste produto, a oferta de bolsas é muito específica. "A Kooples tem como alvo uma clientela específica com um preço médio-alto, em torno de 400 euros", observa a Retviews. A marca, portanto, se separa do posicionamento de seus concorrentes. A grife Maje tem preços entre 150 e 300 euros, enquanto a Zadig & Voltaire tem uma grande oferta entre 225 e 1295 euros, com três categorias de preços bem identificadas.


Retviews


Nos têxteis, a experiência do Grupo Maus pode enriquecer os processos da marca The Kooples. Os primeiros passos em bolsas e malas da marca francesa podem ser uma vantagem para as outras marcas da multinacional suíça.

Para impulsionar o seu desenvolvimento e aumentar o seu volume de negócios de 227 milhões de euros e sua rede de 334 lojas, o grupo confiou a direção geral da marca para Romain Guinier.
 

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