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"Brasil é um mercado vivo", diz diretor da Missoni

Por
Terra
Publicado em
today 14 de dez de 2009
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Depois de observar a força de compra das brasileiras na abertura da primeira loja Missoni no Brasil - poucas horas depois os acessórios tinham praticamente se extinguido, restanto apenas algumas faixas de cabeça, no valor de R$ 360 - Vittorio Missoni, diretor da marca, falou ao Terra .


Vittorio Missoni, diretor da marca, viu o poder da força de compra na inauguração da loja - Divulgação


Vittorio é um dos filhos de Ottavio e Rosita Missoni, fundadores da marca. Ele recebeu convidados e imprensa para abertura da primeira loja no Brasil, nesta quinta-feira (10), no shopping Iguatemi, em São Paulo.

O Brasil receberá coleções simultaneamente às demais 40 lojas Missoni no mundo, com a coleção verão 2010 chegando por aqui em março.
"O mercado mundial está difícil, mas o Brasil está vivo", disse Vittorio. Além da loja em São Paulo, será aberta unidade em Brasília no próximo ano, e também espaço em Beirute, capital do Líbano, outra cidade "viva" segundo o diretor.

As roupas disponíveis na loja, todas da coleção Resort 2010, variam de R$ 590 a R$ 12.262, esta última um vestido de malha de seda com faixas de cristais bordados na saia.

O diretor da grife, criadora do famoso zigue-zague que transformou o estilo da marca num dos mais importantes do mundo, aponta as semelhanças entre o estilo de vida brasileiro e italiano como ponto positivo para o imediato sucesso da Missoni por aqui.

Em 2012, será inaugurado um Hotel Missoni na Bahia. A empresa italiana também está abrindo loja na famosa rua Rodeo Drive, em Los Angeles, na Califórnia, a primeira da Costa Oeste americana e a segunda nos Estados Unidos. Confira trechos da entrevista:

Terra - Como o Brasil está posicionando no atual cenário da moda mundial?

Vittorio Missoni - Como um mercado muito importante, que vem se desenvolvendo muito nos últimos 10 anos. Os brasileiros viajam muito, os vemos em todos os lugares. Isso também ajuda a atrair atenção de marcas internacionais. Acredito que é um dos países que precisam de atenção entre os como mercados em potencial. E também tem o lifestyle positivo do brasileiro...

Que tem semelhança com o lifestyle italiano...

Sim. Os brasileiros são ótimos consumidores da Missoni. Estão nas lojas de Milão, Nova York, Paris, Capri, Veneza. Eles compram e amam Missoni. Amam o produto. Há também excelentes consumidores nas multimarcas como Daslu e NK Store e isso mostrou que a marca estava pronta para ter sua loja. E agora encontramos espaço para isso, antes não havia. Passo a passo começamos a criar o projeto da loja. Teremos em breve uma loja em Brasília, no próximo ano. O mundo está difícil, mas o Brasil está vivo.

Você esteve no país em 2007 para dar uma palestra. Os planos de abertura da loja começaram na ocasião?

Na época não pensávamos nisso, mas me deu oportunidade para conhecer e ver possibilidades. Ver como a marca Missoni e como o mercado estava se movimentando. Ajudou. Conheci o lifestyle brasileiro. E Missoni é lifestyle. Somos italianos, gostamos de cores, gostamos de coisas vivas, não fazemos coisas tristes, fazemos produtos para pessoas positivas.

A empresa passou por uma reestruturação recente em que alguns diretores foram desligados e membros da família assumiram novas funções. O que mudou e por que isso foi feito?

Nada mudou, apenas estamos trabalhando mais (risos). Fizemos isso porque nós conhecemos a marca e nossos clientes. Entendemos o que é a Missoni. E trabalhamos com nosso dinheiro. Não somos empresa de capital aberto e não fazemos parte de nenhum grupo, somos independentes e somos um dos poucos. Sendo empresa familiar, podemos manter vivos alguns valores. Produzimos nossas roupas e isso e muito importante. Mantemos viva a qualidade e a criatividade. Os consumidores compram Missoni por sua contemporaneidade e por ser fashion, mas também pelo alto valor do produto.

Muitas empresas italianas precisaram recorrer a fundos de investimentos privados ou do governo durante a crise. A Missoni, não. Qual o segredo?

O mundo da moda não está pedindo dinheiro. Pois o governo italiano apoia apenas a grande indústria e não enxerga que a moda representa um negócio gigantesco para a economia italiana. Infelizmente pensa que somos apenas pessoas felizes que não precisam de ajuda. Não necessitamos de financiamento, mas de ajuda para manter nossas empresas italianas.

A diretora criativa da marca Angela Missoni recentemente assumiu também os cargos de diretora de marketing e de comunicação. O que mudará com isso?

Ela sempre fez isso. Conhece valores da marca. Para a próxima campanha, por exemplo, decidimos não usar modelos. Como temos muitos filhos lindos, vamos usá-los nas fotos, porque isso representa o valor da marca. Queremos contar a história da família em vez de montar uma campanha.

Qual o trabalho da Fundação Ottavio e Rosita Missoni?

Nossa família vem fazendo roupas desde os anos 1950. Quando a marca completou 50 anos, começamos a organizar nosso acervo, separando itens de diferentes décadas, 50, 60, 70, tecidos, desenhos. Tudo agora foi catalogado. Serve para consulta dos nossos designers e também tem gerado exposições, como a de Londres, neste ano. Não será um museu e sim um arquivo vivo.

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