Victoria's Secret: brilho e beleza no 1º desfile da marca em Paris

Anjos de belas pernas, com cabelos fulgurantes, desfilaram na noite da quarta-feira, 30 de novembro, de lingerie fina, para o primeiro espetáculo da marca americana de lingerie Victoria's Secret em terras francesas, na presença de estrelas como Stromae, Lenni Kravitz, Vincent Cassel, Azzedine Alia e Inès de la Fressange.

As 'Angels' da Victoria's Secret, em 30 de novembro de 2016 em Paris. - AFP

No interior de um Grand Palais envolto em violeta, as top models mais em voga no momento – Gigi Hadid e sua irmã Bella, Kendall Jenner, Adriana Lima, Lily Aldridge e Alessandra Ambrosio – desfilaram de sutiã push-up, cintas-ligas e botas cuissardes diante de um público escolhido a dedo.
 
Este desfile, que será transmitido na televisão a 5 de dezembro em 190 países, atrai geralmente vários milhões de telespectadores. Um interesse não desmentido desde 1995, ano da sua criação.

A manequim sueca Elsa Hosk no desfile Victoria's Secret, em 30 de novembro de 2016. - AFP

A receita da Victoria é bastante simples: contratar manequins famosas e bastante sexy (a Brasileira Gisele Bündchen usou por muito tempo as asas da marca), fazendo com que elas usem lingeries sedutoras em uma 'mise em scène' incrível intercalada com apresentações musicais.
 
Este ano, foi Lady Gaga, Bruno Mars e The Weeknd que comandaram o espetáculo, depois de Rihanna e Taylor Swift nos anos anteriores. Lady Gaga exibiu sua cumplicidade com as manequins que desfilavam ao seu lado em trajes onde as plumas, os strass e os paetês se destacavam.

A manequim brasileira Barbara Fialho, em 30 de novembro de 2016 no desfile Victoria's Secret em Paris. - AFP

Um dos pontos altos foi a aparição do "fantasy bra", um modelo único de sutiã adornado com esmeraldas e diamantes usado pela top Jasmine Tookes.
 
Além da lingerie preta bem sexy, a marca americana aproveitou para revelar sua coleção sportswear, um setor no qual tenta se impor com um grande número de meias e tops rosas. Exótica, ela buscou também bastante inspiração na China, com um dragão na abertura do desfile, assim como na Baviera, uma vez que alguns trajes evocavam aqueles tradicionais desta região.
 
Rompendo com os costumes e tradições do mundo da moda, foi com o sorriso que as manequins desfilaram durante trinta minutos, com suas asas, para merecer o sobrenome de anjos. Nas redes sociais, elas não hesitaram em mostrar os preparativos do desfile – casting, acessórios e treinamento esportivo – e, para algumas, seus passeios em Paris, em especial no cabaré Moulin Rouge. Com seus 64 milhões de seguidores no Twitter, Lady Gaga fez o mesmo, lembrando dos hematomas causados pelos ensaios do show.

A top model brasileira Alessandra Ambrosio, em 30 de novembro de 2016 no desfile Victoria's Secret em Paris. - AFP

Foi a terceira vez desde sua criação que o desfile-evento atravessa o Atlântico. Há dois anos, ele se desenrolou em Londres. Escolhendo a capital da moda, o grupo pode ter vontade de se expandir, segundo os observadores. Na atualidade ele se encontra na França unicamente via uma pequena butique no aeroporto parisiense. Nos Estados Unidos, a Victoria's Secret, número um do setor, conta com cerca de 1.000 pontos de venda.

Traduzido por Anderson Alexandre Da Silva

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