Vendas da Inditex crescem 10% para 17.96 bilhões de euros

A Inditex continua crescendo a dois dígitos. As vendas do grupo espanhol aumentaram 10% nos primeiros nove meses do exercício de 2017, comparativamente a um crescimento de 11% no mesmo período do ano anterior, e alcançaram o valor de 17.96 bilhões de euros.


Pablo Isla, presidente da Inditex - Inditex

A empresa apresentou nesta quarta-feira seus resultados trimestrais e, neste exercício, que abrange o período entre 1 de fevereiro e 31 de outubro, o lucro líquido atingiu os 2.3 bilhões de euros, 6% acima do mesmo período do ano anterior.
 
Neste período, o grupo manteve um forte desempenho operacional e continuou com o desenvolvimento global do modelo integrado de lojas e vendas online, além de manter o ritmo de abertura e remodelações de lojas flagship na sua rede, de acordo com a sua aposta estratégica em espaços de grande formato.
 
O resultado operacional bruto (EBITDA) alcançou os 3.81 bilhões de euros, 6% a mais do que nos primeiros nove meses de 2016.
 
Como avanço dos volumes de negócio da última parcela do ano, a Inditex revelou que o crescimento das vendas em loja e online a taxas de câmbio contantes no período entre 1 de novembro e 11 de dezembro de 2017 foi de 13%.
 
Relativamente à rede de lojas das diferentes cadeias da empresa, nos primeiros nove meses do ano foram inaugurados 212 novos pontos de venda em 52 mercados, incluindo Estados Unidos, Vietnam, China e Turquia. No total, o grupo conta com 7.504 lojas com presença em 94 mercados, após a abertura das suas primeiras lojas na Bielorrússia.

Tiveram lugar aberturas de todas as cadeias e em todas as zonas geográficas, com 74 na Europa, 48 no continente americano e 90 na Ásia e no resto do mundo.
 
Entre as inaugurações, o grupo destacou a grande abertura da Zara no Paseo de la Castellana, em Madrid, e a primeira loja da marca em Mumbai. Nos Estados Unidos, nos últimos meses a cadeia abriu pontos de venda na Califórnia, New Jersey, Michigan e Flórida, esta última no mês de novembro.
 
A Bershka, por seu lado, reabriu em 15 de setembro a sua emblemática loja de Tóquio, situada na área de Shibuya, enquanto a Zara Home desembarcou pela primeira vez na Arménia e República Tcheca, mercado no qual também se estreou a Oysho.

A Massimo Dutti também protagonizou aberturas relevantes, com novas lojas em Baku (Azerbaijão) ou Hangzhou (China). A Pull&Bear registrou aberturas em Moscovo (Rússia) e Graz (Áustria), enquanto a Stradivarius o fez em cidades como Palermo (Itália) e Beirute (Líbano).

A Uterqüe continuou também com a expansão e renovação da sua oferta comercial durante o terceiro trimestre do ano, com aberturas relevantes em Moscovo (Rússia), Wroclaw (Polónia) ou Riade (Arábia Saudita).
 
Por fim, no canal online, a Inditex já alcançou a presença em 45 mercados, após o lançamento da loja virtual da Zara na Índia. A plataforma online da Zara também iniciou as suas vendas na primeira parte do ano na Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnam.
 
Pablo Isla destacou o progresso da Inditex na gestão integral da plataforma de comércio eletrónico das suas marcas e nos serviços de valor para o cliente.
 
No período, a Inditex alargou as entregas no mesmo dia para pedidos online, um serviço que já está disponível em cidades como Madrid, Londres, Paris, Istambul, Taipei e Shangai. As entregas em 24 horas já estão disponíveis também na Espanha, França, Reino Unido, Polónia, China e Coreia do Sul.
 
Recentemente, o grupo começou a implementação de pontos de entrega automatizada de pedidos online nas lojas e as cadeias fizeram progressos na transição simultânea em loja física e online das coleções, tanto entre as estações como nas novidades que chegam às lojas online e físicas duas vezes por semana. 

Traduzido por Estela Ataíde

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