Valentino desacelera em 2017

A Valentino terminou 2017 em alta, embora tenha abrandado o ritmo. Graças ao seu claro posicionamento de alta gama, a marca romana de luxo continua obtendo um bom desempenho, uma vez que alcançou, no ano passado, um volume de negócios de 1,164 bilhões de euros, um aumento de 5% (+7% à taxas de câmbio comparáveis).


Valentino, outono-inverno 2018/19 - © PixelFormula

Metade desse resultado provém das vendas de acessórios e do restante da linha de prêt-à-porter principal, Valentino, masculina e feminina, e da linha jovem Red Valentino, que representa cerca de 10% das vendas.

Quando a Mayhoola, empresa de investimentos pertencente à família real do Qatar, que também adquiriu a Balmain, comprou a empresa italiana em 2012, esta registrava um volume de negócios de 370 milhões de euros. Em 2016, as suas vendas superaram pela primeira vez um bilhão de euros, com um aumento de 12,4% em relação a 2015, ano em que o crescimento foi de 47%.

Embora agora o ritmo seja menos sustentado, a marca ainda não expressou todo o seu potencial, disse o CEO, Stefano Sassi. Não obstante, a casa confirmou em um comunicado que o projeto de cotação na bolsa de valores, previsto há alguns anos no contexto do forte crescimento, foi arquivado. A introdução no mercado de ações não é atualmente uma prioridade para a empresa.

Em 2017, a margem bruta foi de 744 milhões de euros, ante a 707 milhões no ano anterior. A empresa também registrou um EBITDA de 190 milhões de euros, uma queda de 7,7% em relação ao ano anterior. Esta diminuição é explicada por um aumento nos investimentos em comunicação, importantes devido à necessidade de se ser ainda mais visível em um mercado cada vez mais competitivo. A Valentino também investiu fortemente na produção, reforçando particularmente toda a parte dos acessórios, bem como a equipe de estilo dedicada a carteiras e calçados.

A marca, que vai lançar no dia 22 de maio, em Nova York, a coleção cruise assinada pelo seu diretor artístico Pierpaolo Piccioli, abriu cinco lojas no ano passado (embora tenha anunciado que seriam 20), elevando para 180 o número total das suas lojas monomarcas em todo o mundo. O canal de varejo é responsável por pouco mais de metade do total de vendas. Para 2018, está prevista uma dúzia de inaugurações, especialmente na Ásia e Europa.

Embora não tenham brilhado em 2017, os Estados Unidos continuam sendo, com 20% das vendas, o principal mercado da Valentino. No conjunto, a Europa representou 40% do volume de negócios total, a Ásia 23%, o Japão e a Coreia 10%, o Médio Oriente 5%.

Traduzido por Estela Ataíde

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