Uniqlo planeja rápida expansão na Ásia e discute parceria com Federer

A marca Uniqlo falou sobre razões que a levaram a assinar um contrato de 300 milhões de dólares (259,40 milhões de euros) com o tenista Roger Federer, detalhando também os seus projetos de rápido desenvolvimento na Ásia.


Uniqlo

A marca assinou este verão um contrato de dez anos com Roger Federer, que deixou muitos analistas perplexos: por que iria uma marca sem DNA esportivo aplicar tal orçamento numa parceria com uma estrela do tênis em final de carreira?
 
Mas, de acordo com John Jay, responsável pela direção criativa global da marca, a colaboração vai "muito além do esporte". Roger Federer dará a sua opinião sobre os designs e será um poderoso argumento de marketing. E vai usar as roupas da marca nos courts e na vida.
 
Numa entrevista ao Wall Street Journal, John Jay acrescenta: "Nós desenvolvemos vestuário técnico para todos fora dos courts e gostaríamos de mostrar que a nossa tecnologia está suficientemente desenvolvida para que os atletas também a adotem."

Esta ligação com o tênis não é totalmente surpreendente para a Uniqlo: anteriormente a marca vestiu Novak Djokovic, hoje ligado à Lacoste. Mas, ver Roger Federer renunciar ao seu contrato com a Nike após duas décadas ao lado da marca foi obviamente uma surpresa.
 
É preciso também mencionar que John Jay insistiu na postura reservada de Roger Federer fora dos courts, garantindo que este traço de caráter faz parte do seu encanto e não representa um problema para a parceria. "Há um certo nível de discrição e privacidade que encorajamos", disse. "É claro que olhamos para os números, mas respeitamos profundamente esse lado da sua vida. Um dia, ele deixará de ser tenista, mas será sempre ele próprio."
 
Por seu lado, Roger Federer declarou que o seu interesse por moda e viagens e a sua afinidade com a Ásia fazem dele um embaixador ideal para a marca. "O que realmente me marcou quando falei com a Uniqlo é que eles não me respeitam apenas enquanto atleta, mas também como uma pessoa com interesses e paixões para além do esporte", disse ao Wall Street Journal. "Tenho que começar a pensar na vida depois do tênis e a Uniqlo encaixa-se perfeitamente", acrescentou.

Evidentemente, este contrato com Roger Federer ajudará a desenvolver a notoriedade da Uniqlo nos Estados Unidos e na Europa. Mas, a empresa está também muito focada na Ásia e pretende duplicar o número de lojas no Sudeste Asiático e Oceania para chegar às 400 lojas até 2022.
 
Um dos diretores seniores declarou esta semana que o foco seria em lojas na periferia dos grandes centros urbanos para estender o seu alcance para além dos centros comerciais. Esta é uma das chaves do plano projetado pela Uniqlo para tentar triplicar o volume de negócios na região do Sudeste Asiático até 2022 e chegar aos 300 bilhões de ienes (2,33 bilhões de euros).

"Em março, abrimos a nossa primeira loja de rua na Tailândia e é um enorme sucesso", disse Satoshi Hatase, vice-presidente sênior do grupo Fast Retailing, numa entrevista ao Nikkei Asian Review.
 
Outra loja própria abriu na Tailândia desde então e estão planeadas mais aberturas. Os próximos países da lista deverão ser as Filipinas e a Malásia.

Se a marca atingir o seu objetivo de 400 lojas, poderá superar os seus concorrentes internacionais, como Zara e H&M, na região.

Traduzido por Estela Ataíde

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