Sétima edição do Moda Inclusiva premia looks criativos e funcionais

Integrante do Núcleo de Pesquisa de Mobilidade no Vestuário Mari Lascano, em Pelotas (RS), o gaúcho Eligolande Furtado foi o grande vencedor da 7ª edição do Concurso Moda Inclusiva, promovido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo e apoiado pela Vicunha Têxtil. O desfile ocorreu na segunda-feira passada (9), no espaço Immensità, na capital paulista.

Participantes da 7ª edição do Moda Inclusiva - Foto: Divulgação

Com a inspiração nas Paraolimpíadas do Rio-2016, Eligolande apresentou um look pensado na abertura do evento, quando as delegações se apresentam em uma celebração coletiva. "Neste momento, os atletas estão igualados, sem qualquer tipo de distinção", explica.
 
Com compartimentos que auxiliam no vestir e em diversas atividades do dia a dia, a criação é voltada para pessoas com deficiência em um dos membros superiores, mas também pode ser útil para quem estiver com uma das mãos ocupadas.
 
Eligolande participa do concurso há três edições e fez da inclusão seu projeto de carreira, com a proposta de tornar a funcionalidade no vestuário algo real e acessível a todos.
 
"Hoje, para que um cadeirante possa usar um terno, ele precisa escolher um tamanho duas vezes maior para ter flexibilidade no movimento. Meu objetivo é que ele seja consumidor daquilo que vê na prateleira e que seu desejo se torne um dos fatores mais importantes na escolha do que vestir", conta.
 
Para produzir o look, Eligolande utilizou os tecidos Lugano, com toque 'paper touch', em 100% algodão, e Emana® Slim, com a tecnologia dos cristais bioativos, que estimulam a microcirculação sanguínea e o metabolismo celular.
 
Ganhadora do segundo prêmio, Bruna Oewel criou um conjunto de saia e jaqueta para mulheres cadeirantes, com acabamento fit que modela o corpo e aberturas nas mangas da jaqueta. Para compor as peças, Bruna utilizou o Denim Premium Priscila, da linha Moove Super Stretch, um dos mais maleáveis da Vicunha.
 
"É a primeira vez que trabalho com moda inclusiva e pude me envolver muito com a causa. Agora vejo quanta coisa ainda precisa ser feita. É um trabalho que vai muito além de pequenas adaptações nas peças", comenta.

Eduardo Inácio, terceiro colocado, se inspirou nos cordéis retratados pela xilogravura para apresentar um look composto por blazer e macacão, com aberturas laterais de zíperes que facilitam o vestir. O estilista utilizou sarja de alta elasticidade e toque supermacio. "A criação também pode ser usada por quem não possui nenhuma deficiência, mas busca conforto no vestir", explica.
 
Eligolande e os demais vencedores receberam metragens de tecidos Vicunha, uma forma de incentivo da empresa às criações apresentadas.

Eligolande, Vencedor do Moda Inclusiva - Foto: Divulgação

Mais uma vez, o Concurso Moda Inclusiva foi antecedido pelo Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade, em sua 4ª edição, que contou com a apresentação de trabalhos científicos, mesas-redondas e palestras ao longo do dia.
 
A junção dos dois eventos tem como objetivo oferecer uma oportunidade para estudantes e profissionais de diversas áreas discutirem tendências, debaterem novas ideias e trocarem experiências no âmbito da moda inclusiva e do mercado têxtil.
 
"Moda é linguagem e expressão; é a forma como queremos nos apresentar ao mundo. Algo que temos em comum e um direito de todos. Quando entendemos isso, começamos a construir uma sociedade mais verdadeira e justa", afirma Linamara Rizzo Battistella, titular da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo.

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