Salvatore Ferragamo: diretor geral Eraldo Poletto abandona o cargo

A casa italiana Salvatore Ferragamo anunciou na terça-feira a partida do seu diretor geral Eraldo Poletto, que chegou à liderança do grupo há um ano e meio.


Eraldo Poletto - Archive

Esta decisão acontece num momento em que os resultados da empresa e as suas ações estão num mau estado. As ações baixaram 14,5% na Bolsa de Milão ao longo do último ano.
 
Em comunicado, a Salvatore Ferragamo indicou que, "em acordo e cooperação com o Sr. Eraldo Poletto, o seu cargo de diretor geral da empresa será terminado no conselho de administração previsto para 8 de março com o propósito de aprovar os resultados financeiros do grupo em 2017”.
 
A casa florentina agradeceu a Eraldo Poletto "por ter ajudado a lançar um novo capítulo na história da empresa, caracterizado por um grande dinamismo, um importante avanço no mundo digital e um foco na marca e nos produtos, que se manifestou durante as últimas semanas da moda de Milão”.

Eraldo Poletto tomou as rédeas da casa em agosto de 2016, após a saída de Michele Nosra, que esteve à frente da mesma durante dez anos. Anteriormente, foi diretor geral da marca de artigos de couro transalpina Furla, onde promoveu a internacionalização.

A Ferragamo registrou uma queda de 28,3% no seu lucro líquido nos primeiros nove meses do ano, para 79 milhões de euros, e uma queda de 25,1% no Ebitda, para 162 milhões de euros. O volume de negócios caiu 0,9%, para 1 bilhão de euros, e 5,5% no terceiro trimestre.
 
Desde 2016, a Salvatore Ferragamo tem levado a cabo um profundo processo de reorganização, mudando o seu diretor geral e a totalidade da equipa criativa.
 
Eraldo Poletto realçou, em novembro, que 2018 seria "outro ano de trabalho difícil": "Temos que ser prudentes e fazer o que é correto". 
 
Embora os resultados dos nove primeiros meses do ano tenham sido uma desilusão, os analistas estimaram que a estratégia adotada era a correta, considerando que a empresa iria ter melhores resultados financeiros dentro de alguns trimestres.

O grupo pretende nomeadamente reforçar as categorias de produtos onde é atualmente mais débil, como carteiras, acessórios e roupa, reforçando a sua liderança no calçado.
 
A casa, que continua pertencendo à família Ferragamo, é gerida desde 2006 por um diretor geral independente. 

Traduzido por Estela Ataíde

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