Preço do algodão brasileiro sobe 6% na primeira quinzena de dezembro

Os preços do algodão aumentaram no mercado interno brasileiro na primeira quinzena de dezembro de 2017, uma vez que compradores e vendedores se retraíram no mercado, da mesma forma que fizeram em dezembro do ano passado. Entre 30 de novembro e 15 de dezembro, o índice de algodão CEPEA / ESALQ aumentou 6%, fechando em 2.5945 BRL por libra em 15 de dezembro.



"Apenas alguns processadores e comerciantes estiveram ativos no spot market, procurando por lotes para entrega rápida. Estes foram flexíveis em relação aos preços, mesmo para lotes de qualidade inferior. A maioria dos contratos fechados envolveu pequenos volumes para reabastecer estoques e acelerar o carregamento antes do transporte interromper suas atividades para o período de festividades", afirmou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) no último relatório quinzenal sobre o mercado brasileiro de algodão.

Enquanto a maioria dos produtores e empresas comerciais continuaram com retração nas vendas no mercado interno, alguns focaram nas oscilações de contratos futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e na taxa de câmbio (real x dólar). No entanto, alguns contratos de exportação foram fechados, principalmente os que envolveram a safra de 2017-18.

Enquanto isso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou sua terceira pesquisa de safra em 12 de dezembro. De acordo com a pesquisa, a produção de algodão do Brasil em 2017-18 deve atingir 1,69 milhão de toneladas, 10,5% a mais que a safra anterior, devido às boas perspectivas para o mercado brasileiro. A área semeada com algodão deverá chegar a 1,04 milhões de hectares, um aumento de 11%, no entanto, espera-se que a produtividade média alcance 1.622 quilos por hectare, uma leve diminuição de 0,5% em relação à temporada 2016-17.

Em Mato Grosso, o maior produtor de algodão no Brasil, a colheita de 2017-18 é estimada em 1,06 milhão de toneladas, 5,2% acima da anterior, de acordo com dados da Conab. A área semeada pode aumentar 3,3%, atingindo 648.500 hectares, enquanto a produtividade média pode aumentar 1,8%, para 1.611 quilos por hectare.

Na Bahia, o segundo maior produtor de algodão no Brasil, a produção de 2017-18 é estimada em 430.200 toneladas, um aumento surpreendente de 24,3% em relação à temporada anterior. O aumento pode vir inteiramente da maior área semeada (34,8%), chegando a 201.600 hectares. No entanto, a produtividade média pode alcançar 1.583 quilos por hectare, 7,8% a menos que a safra de 2016-17. (RKS)

Traduzido por Novello Dariella

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