Os principais destaques da 1ª semana de moda sustentável do Brasil

Entre os dias 21 e 24 de novembro, a primeira semana de moda sustentável do Brasil montou sua estrutura no Unibes Cultural, em São Paulo (SO). O Brasil Eco Fashion Week, idealizado por Rafael Morais e Fernanda Simon, coordenadora nacional do Fashion Revolution, tem o objetivo de promover a consciência coletiva em torno do consumo de moda. Durante os quatro dias, a iniciativa reuniu pessoas do país inteiro em uma programação repleta de atividades que vão desde palestras e workshops até showroom e desfiles. Confira a seguir os principais destaques da primeira edição:
Aluf - BEFW 2017

Em uma proposta diferente do que estamos acostumados – quando o assunto é semanas de moda – o acesso era aberto ao público mediante inscrição gratuita. Lá, os visitantes puderam conhecer mais de 35 marcas brasileiras engajadas que trabalham em prol da sustentabilidade social e ambiental, como a marca de calçados veganos Insecta Shoes, os tênis sustentáveis da Vert, as bolsas de fibra de butiá da Apoena e a Ahlma, que renova resíduos da indústria têxtil.

Um dos pontos altos do BEFW foi o Espaço Lab, dedicado à reflexão sobre a importância da tecnologia e da gestão de processos ligados à sustentabilidade. Pelo local, foram reunidos fornecedores, protótipos e inovações da indústria com o objetivo de apresentar as grandes inovações disponíveis no mercado nacional.

Durante todos os dias, a Mostra Novos Designers permitiu o contato entre criadores recém-formados e profissionais da indústria. Dezesseis designers foram selecionados a partir do concurso Kick Off Novos Designers para levar seus projetos para a mostra. Além disso, mais 13 marcas fizeram suas performances nas passarelas do Unibes Cultural.
Comas - BEFW 2017

Entre os desfiles, vale destacar alguns trabalhos que estão fazendo uma enorme diferença na indústria. A Aurora é uma delas: a marca que busca capacitar senhoras em vulnerabilidade social na região da Campanha, no Rio Grande do Sul, levou para as passarelas suas peças carregadas de significado feitas em lã orgânica e tecidos reciclados. Incomodada por ver a grande quantidade de peças que eram jogadas fora, por defeitos mínimos na marca onde trabalhava, Agustina Comas decidiu criar a Comas, renovando a camisaria através de técnicas de upcycling. Por fim, outra proposta que merece destaque é a da Doisélles que levou para a passarela o produto de uma importantíssima contribuição para a sociedade. Vestidos, shorts, saias e outros evidenciaram tricôs coloridos construídos pelas mãos de Raquel Guimarães e de mais 40 presidiários.
Aurora | Comas | Doisélles




Imagens: Agência UseFashion.

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