O mercado de transferências da Semana da Moda de Londres

É interessante considerar as perspetivas para a Semana da Moda de Londres esta semana, com o decorrer dos jogos de abertura da fase de grupos da Liga dos Campeões. Porque, como todos os aficionados de futebol sabem, algumas das grandes equipas fizeram algumas excelentes transferências no verão… e outras terríveis. As capitais da moda também.

Emporio Armani - outono-inverno 2017 - Coleção feminina - Milão - © PixelFormula

É este o caso este mês, com a quatro grandes temporadas de desfiles, espacialmente após uma série de desfiles modestos em Nova Iorque – uma temporada despojada de quatro grandes marcas – todas elas fugidas para apresentar em Paris. Mesmo que os encantos de Manhattan tenham conseguido atrair de volta Tom Ford e Rihanna. Pensem em Nova Iorque como o Arsenal e o Chelsea das temporadas atuais de desfiles – a perder os seus jogadores chave e a mal conseguir recrutar uma estrela para amenizar tantas saídas dolorosas.

Londres, por outro lado, parece preparada para uma temporada lotada. As suas transferências aproximam-na muito mais ao Manchester United, ou mesmo ao Paris St. Germain, com um grupo de jogadores poderosos a chegar para impulsionar uma equipa já de si criativa.

O primeiro grande contrato é, claro, Giorgio Armani, que irá apresentar a Emporio Armani naquela que se esperar ser uma soirée repleta de estrelas. Mesmo que Giorgio só vá estar em Londres durante uma temporada, o simples facto de a maior casa de moda do mundo ainda pertencente ao seu designer fundador estar a caminho de Inglaterra é altamente significativo.

A outra grande contratação é Tommy Hilfiger. A marca revelará a sua mais recente coleção Tommy x Gigi – feita em parceria com Gigi Hadid – num dos templos do rock do Reino Unido, o Roundhouse. Londres segue Nova Iorque e Los Angeles nesta colaboração. E estas não serão as únicas festas. A Cos, a coleção minimalista e artística da H&M, vai festejar o seu 10º aniversário com uma festa pela noite fora na National Gallery, em Trafalgar Square.

Os couturiers britânicos Ralph & Russo vão apresentar a sua coleção ready-to-wear, após vários anos a apresentar, com sucesso, alta-costura em Paris. Até tivemos um teaser na segunda-feira à noite, quando Angelina Jolie usou o seu vestido de cocktail preto, com uma manga, no Toronto Film Festival.
Somando à previsão de uma grande colheita de moda, os retalhistas continuam bastante entusiasmados com Londres.

“Adoro vir a Londres. E dou-lhe três boas razões: Simone Rocha, que eu adoro, Jonathan Anderson, que é tão talentoso, e, francamente, todo o grande talento jovem e criativo, que não se perde entre centenas de desfiles, ao contrário do que acontece aqui em Nova Iorque!”, disse Ken Downing, vice-presidente sénior e diretor de moda da cadeia de lojas de departamento norte-americana Neiman Marcus – logo, um dos grandes compradores do planeta.

Novos nomes como Xiao Li, uma designer chinesa, com formação feita no London Fashion College, que funde vestuário de malha com silicone. Ou a dupla Fyodor Podgorny & Golan Frydman, que está a chamar à atenção pela sua abordagem expressionista à moda. E outro criativo nascido na China, Hazhen Wang, cuja abordagem eclética – misturando uniformes militares britânicos com trajes nativos africanos e asiáticos – garante uma abordagem inovadora.

De facto, no geral, os chineses estão a preparar a sua mais importante presença numa temporada de desfiles em Londres. Xia Ding, presidente da JD Fashion, a gigante plataforma chinesa de e-commerce de moda e nova parceira estratégica da Farfetch, também vai comemorar com Caroline Rush, a poderosa CEO do British Fashion Council. Cocktails na segunda-feira à noite, enquanto a JD Fashion festeja o facto de se tornar a nova parceira do BFC/Vogue Designer Fund.

O desfile mais aguardado será, porém, naturalmente, o da Burberry – a única verdadeira grande marca de luxo britânica. Duplamente até, visto que este é o primeiro desfile que o diretor artístico Christopher Bailey irá organizar desde a chegada do novo CEO Marco Gobbetti – ex-CEO na Celine.

Traduzido por Estela Ataíde

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