Não há primavera para a Hermès

É uma aventureira? Uma sedutora? Uma espiã ou apenas uma bela aristocrata em viagem? Apresentada ao entardecer, num jardim de inverno (o suntuoso jardim do Lycée Victor Duruy) banhado por uma intensa luz vermelha, a mulher Hermès do próximo inverno, imaginada pela diretora artística Nadège Vanhee-Cybulski, parece recém-saída de um filme de Hitchcock, uma heroína enigmática numa versão contemporânea.


Hermès, outono-inverno 2018-19 - DR

Ao mesmo tempo elegante e esportiva, com os seus vestidos acinturados e saias envelope, alterna roupas confortáveis com looks um pouco mais agressivos, como é o caso das várias peças em couro macio (vestidos, calças, camisas, casacos) por vezes decoradas com tachas e às vezes recorrendo a correntes em jeito de fechos e a fechos-éclair em alguns bolsos.

Calçada com botas acima do joelho em pele de cabra colorida (laranja, verde andaluz, azul ultramar), com solas de borracha espessas nos mesmos tons, protege-se do frio com longas luvas de malha de caxemira, enquanto balança bolsas que recuperam as célebres tachas metálicas Médor em forma piramidal da casa.

Por trás deste ar de mulher forte, esconde-se por vezes um lado mais angelical, quando a modelo veste um vestido-camisa de seda amarelo ouro com motivos diminutos ou um macacão com ar de vestido com quadrados brancos com bordados vermelhos.

E, tal como deve ser na Hermès, a referência à equitação está sempre presente. Encontramos-la nos bordados de uma blusa de colarinho polo que lembram os padrões da camisa de cowboy, nos blusões acolchoados, em casacos, nas estolas retidas em modo bandoulière, com alças de couro, simulando uma carteira, prontas para serem utilizadas num passeio a cavalo improvisado.

Traduzido por Estela Ataíde

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