Mulberry segue sua recuperação e revela novo acordo na Coreia do Sul

Na quarta-feira (13), a Mulberry anunciou seus resultados anuais e também um novo negócio na Coréia do Sul. A empresa britânica de artigos de luxo está se recuperando no mercado internacional, mas o Reino Unido continua enfrentando dificuldades.


Mulberry

Quanto aos resultados, a empresa teve um aumento no lucro comparável antes de impostos, apesar de suas vendas terem melhorado pouco e suas ações terem enfraquecido.

As vendas comparáveis do varejo caíram 7% nas dez semanas até 2 de junho. Houve também um aumento de 1% no mercado internacional, mas o Reino Unido registrou queda de -9% "devido a uma diminuição no fluxo de clientes e turismo, como foi observado".

O atual declínio do Reino Unido poderia ter sido antecipada por várias razões. O mercado do Reino Unido está atualmente enfrentando dificuldades, uma vez que os consumidores locais permanecem cautelosos devido às incertezas sobre a economia. Mas as vendas para turistas também estão sendo impactadas. O turismo ainda é um vetor importante para o luxo britânico, mas compensar a queda na libra devido à votação do Brexit de meados de 2016 até o final de 2017 não é uma tarefa fácil. A libra pode se recuperar gradualmente, mas será difícil se igualar àquele ano.

Razões para se alegrar

Mas a empresa também teve revelou algumas notícias boas nesta quarta-feira, incluindo um novo acordo na Coréia do Sul. A marca está trabalhando com sua parceira de longa data, SHK Holdings, com a qual formará uma nova entidade que irá gerenciar suas atividades no país.

A Mulberry terá 60% desta joint-venture e a SHK os 40% restantes. O investimento total de ambas as partes chegará a 5,22 milhões de euros em compras de ativos e desenvolvimento de negócios. Atualmente, a marca tem 18 pontos de venda, incluindo concessões, outlets e duty free. E-commerce e uma plataforma omnichannel também fazem parte deste novo plano de negócios e a Mulberry Korea está programada para iniciar suas operações neste outono.

Retornando aos resultados do ano fiscal encerrado em 31 de março, a empresa afirmou que seu "ritmo internacional está acelerando" e que observou um "product momentum".

Os lucros antes de impostos dos negócios existentes (Reino Unido, América do Norte e varejistas, excluindo as novas entidades na Ásia) aumentaram 36% para 12,83 milhões de euros, antes da dedução dos custos iniciais de 2,27 milhões de euros e das despesas de 2,72 milhões de euros relacionadas às novas subsidiárias asiáticas.

Esses custos, portanto, reduzem os lucros antes dos impostos de 8,51 milhões de euros para 7,83 milhões de euros, mas é claro que a atividade está sendo retomada, pelo menos até certo ponto. A margem bruta de até 185 pontos base para 63,5% confirma esse progresso.

Se o volume de negócios subiu apenas 1% para 192,61 milhões de euros, as vendas no varejo aumentaram 3%, para 150 milhões de euros. O Reino Unido foi "pouco dinâmico", novamente, sem surpresa, dadas as condições econômicas da Grã-Bretanha no ano passado.

Crescimento internacional

O mercado internacional e o comércio eletrônico desempenharam bem, com um aumento de 20% no faturamento do mercado externo da empresa. O digital registrou um aumento de 14% e agora representa 17% do faturamento total do grupo, comparado a 15% no ano passado. O fluxo de caixa da empresa também melhorou. No final do ano, ele atingiu 28,5 milhões de euros, ante a 24 milhões de euros no ano passado.

As operações estrangeiras foram impulsionadas pelas novas entidades estabelecidas na China, Hong Kong, Taiwan e Japão. A rede de lojas na Ásia foi ampliada com cinco novos espaços e duas lojas existentes foram realocadas. A extensão dos serviços omnichannel para toda a rede e o lançamento de uma parceria com a Toplife na China também ajudaram.


Mulberry

Os novos produtos também conseguiram despertar o interesse pela marca. A bolsa Amberley foi particularmente bem sucedida este ano. A linha Amberley está disponível em uma ampla gama de preços e categorias, e seu fechamento típico, o Rider, foi estendido a outros setores, como pequenos artigos de couro, calçados e joias.

Outros modelos de bolsas femininas também foram lançados, como a Bayswater Tote e a Seaton, enquanto a linha masculina ganhou uma nova gama Heritage.

A empresa também se concentrou em produtos mais exclusivos. Um "Artisan Studio", que produz pequenas séries de edições limitadas para o Reino Unido e os mercados estrangeiros, foi aberto em Somerset e os artigos foram distribuídos em locais escolhidos a dedo.

O CEO, Thierry Andretta, mantém um otimismo cauteloso. "Fizemos um progresso significativo durante este ano em nossa estratégia internacional e criamos novas subsidiárias da Mulberry", ele resume. "Também temos o prazer de anunciar a formação de uma nova joint venture da qual seremos o acionista majoritário para desenvolver os negócios na Coréia do Sul. Nossos negócios no exterior estão se expandindo e, quando a fase de instalação na Ásia terminar, nos concentraremos no omnichannel, em parcerias digitais e investimentos em marketing na região".
 

Traduzido por Novello Dariella

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