Milano Unica: visitação em linha com o ano passado

A XXI.ª edição do Milano Unica se encerrou no passado dia 10 de setembro em Milão com um balanço globalmente satisfatório, levando-se em conta a conjuntura econômica ainda muito crítica para o setro têxtil italiano, avaliam os organizadores.
 
O evento milanês, consagrado com coleções de tecidos e acessórios para a temporada outono-inverno 2016/17 (nosso inverno 2018), reuniu 404 expositores, dos quais 77 vindos de outros países europeus, contra 410 um ano antes. A esses juntaram-se 47 expositores Japoneses e 10 Coreanos no âmbito de projetos de observações específicos com esses dois países.
 
Por outro lado, o salão de moda recebeu 6.322 empresas. Uma participação em linha com a edição de setembro de 2014, de acordo com o comunicado de encerramento.

A XXI.ª edição do Milano Unica apresentou as coleções de tecidos para o inverno 2016-17. - Milano Unica by Erdna

Na realidade, a direção do Milano Unica decidiu não divulgar mais o número de visitantes (eles eram 21.800 no ano passado), considerando que era mais significativo falar sobre a visitação do salão no que diz respeito às empresas, como ressalta o diretor-geral do encontro, Massimo Mosiello: "O número total dos visitantes está em recuo, mas, paradoxalmente, houve a participação de um satisfatório número de empresas".
 
Uma impressão que não é partilhada por todos. "A ambiência estava morosa, havia menos pessoas do que de costume", comenta José Cruz, o fundador da marca portuguesa Diniz & Cruz, o qual frequenta o salão milanês há 14 anos.
 
E continua: "Fiquei desapontado. Levando-se em conta a situação de crise, eu esperava coleções mais fortes no trabalho com as cores. Ao invés disso, só vi azul, azul, azul... e cinza. Falta um bocadinho de agressividade. Precisamos de uma mudança real!"
 
Quanto aos visitantes italianos, o Milano Unica registou um recuo de 10%. Porém, segundo os organizadores, esta queda foi compensada com a vinda de 706 empresas durante o Prima UM, evento consagrado às pré-coleções, que ocorreu de 1.º a 3 de julho. "Tendo em conta que muitos compradores já tinham se envolvido com a edição do Prima e do Milano Única Nova York, eu considero o balanço final mais do que satisfatório”, conclui Massimo Mosiello.

O presidente Silvio Albini (à direita) passou o bastão para Ercole Botto Poala - Milano Unica by Erdna

Do ponto de vista da participação internacional, o salão sofreu uma baixa importante de empresas vindas de países cuja produção do vestuário foi fortemente atingida pela crise com a Federação Russa, como Alemanha (-12%), República Tcheca (-37%) e Turquia (-29%).
 
Por outro lado, o Milano Unica pôde contar com a presença de outros países importantes, como China (+2%) com 465 empresas, Grã-Bretanha (+6%), Coreia do Sul (+20%) e França (+2%). Os Estados Unidos participaram com 201 empresas, em linha com o ano passado.
 
Os próximos encontros do Milano Unica estão programados para decorrer entre 13 e 15 de outubro em Xangai, em sua edição chinesa, e de novo em Milão de 9 a 11 de fevereiro de 2016 para apresentar as coleções de tecidos da primavera-verão.
 
A presidência do salão têxtil milanês passará nesta ocasião para Ercole Botto Poala, que sucede a Silvio Albini.
 

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