Mercado de luxo tem queda de 8,5% em 2017 no Brasil

Em meio à recessão, o mercado de luxo também foi prejudicado no Brasil, tendo queda de 8,5%, para 6,68 bilhões de dólares (22,5 bilhões de reais). Apesar do resultado, o desempenho foi melhor que 2016, que teve diminuição de 15%. 


Shopping JK Iguatemi, em São Paulo - Facebook - JK Iguatemi

Segundo dados do jornal Valor, com o resultado obtido, o Brasil passou para o 22ª lugar no ranking global de luxo, caindo duas posições e sendo ultrapassado pela Índia, que obteve crescimento de 17,7% para 7,56 bilhões de dólares, e o México, com aumento de 10,8%, atingindo 7,07 bilhões de dólares. O primeiro colocado no ranking é a China, seguida dos Estados Unidos e Alemanha, em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Elton Morimistu, analista sênior da Euromonitor International, em entrevista ao Valor, disse que a perda da confiança dos consumidores foi um dos principais fatores para a queda. Com o ambiente negativo, os consumidores de luxo passaram a fazer “menos extravagâncias”. De acordo com o analista, houve queda na compra de bebidas e carros de luxo, mas aumento nas categorias de vestuário, calçados e artigos de couro, que se deve ao "investimento das marcas para atualizar o portfólio”.

Para 2018, segundo estudo da Euromonitor, é esperada uma melhora no mercado de 2,5%, excluindo a inflação. Caso isso não se concretize, segundo Morimistu, as empresas de luxo podem desistir de fazer investimentos no país. Para ele, o resultado das eleições deste ano será um fator decisivo para a tomada de decisão destas empresas. 
 

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