Marcas de luxo internacionais não querem investir em comércio de rua no Brasil

Os shoppings têm se consolidado cada vez mais o lugar preferido de marcas premium, em especial, das internacionais. Diferentemente dos Estados Unidos e, principalmente, de países da Europa, o Brasil já não tinha tradição de manter lojas de marcas de luxo em ruas e agora, mais que nunca, a previsão é que essa migração não seja revertida, segundo o jornal Valor.


Loja da Miu Miu, shopping JK Iguatemi - JK Iguatemi - Facebook

Há alguns anos, o bairro nobre de São Paulo, Jardins, abrigava marcas como Dior, mas esta e outras de seu calibre optaram por mudar de endereço e se instalar em shoppings. Nos últimos anos, a rua Oscar Freire, em São Paulo, deixou de ser o ponto de referência de comércio de luxo em São Paulo, para receber lojas de marcas mais populares.

Ainda há algumas lojas pontuais em ruas, como a da Louis Vuitton, em Ipanema, no Rio de Janeiro, e as joalherias brasileiras, Antonio Bernardo e H.Stern, no Jardins, em São Paulo. Mas alguns fatores têm sido determinantes para que as marcas não queiram mais apostar em lojas de rua. 

Falta de segurança e estacionamentos são alguns dos motivos que fazem a decisão de manter lojas de alto nível em shoppings, melhor para as marcas. Maior variedade de serviços disponíveis e a extensão dos horários de funcionamento também faz com que haja maior circulação de clientes nesses locais. 

De acordo com informações de Marcelo Nochese, diretor regional da Prada para a América Latina e Caribe, para o jornal Valor, a Prada não pretende investir em comércio de rua no Brasil. Para ele, mudanças que ocorreram nos shopping nos últimos anos, com incremento de opções gastronômicas e culturais, esses espaços se tornaram convenientes para as marcas de luxo. 


 

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