Maison Margiela: Galliano segue em busca de redenção

Isso é o que chamamos de estréia totalmente desconstruída. Esta foi a primeira coleção masculina inteiramente criada por John Galliano para a marca desde que o costureiro britânico chegou à Maison Margiela em 2014.


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Maison Margiela - Outono-Inverno 2018 - Moda masculina - Paris - © PixelFormula

Depois de um hiato de duas temporadas fora das passarelas, a marca retornou à Paris com o que o presidente da empresa, Riccardo Bellini, chamou de "a primeira coleção criada exclusivamente sob a direção de John Galliano". 

Em termos de silhuetas, um deslumbrante terno de seda azul alongado combinou perfeitamente com uma série de jaquetas risca de giz com ombros impressionantes. Mas os momentos mais bonitos foram, sem dúvida, os casacos misturados com trench coats de volumes imponentes e envolventes.

John Galliano também apresentou uma nova bolsa masculina, uma forma macia que lembra um travesseiro, feita em couro acolchoado; e brincou com a clássica bota de Margiela, que ancora uma silhueta de playboy moderno jet setter, em calças de esqui brancas combinadas com um jerkin de lã com nervuras.


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Maison Margiela - Outono-Inverno 2018 - Moda masculina - Paris - © PixelFormula

O designer britânico também brincou com os conceitos icônicos de Margiela, como a jaqueta jeans pintada, tão adorada pelo seu antecessor belga, e a moda conceitual. Merecem destaque as notáveis sandálias com fivelas de esqui ​​que, certamente, irão aparecer em inúmeros editorias de sucessos.

"Eu chamaria a coleção de John Galliano para Martin Margiela. Porque ao meu ver houve muitas referências ao trabalho de Martin", disse Renzo Rosso, fundador da Diesel e presidente da Only The Brave, holding que controla a Margiela.

A linha masculina continua sendo uma aposta segura para a marca, que é distribuída em 300 lojas globalmente. A linha feminina é distribuída em 380 lojas.

No entanto, John Galliano novamente se recusou a saudar o público ao encerramento do desfile. Ele faz isso desde sua saída da Christian Dior em 2011, depois de vir à tona um vídeo no qual aparece alcoolizado insultando dois estranhos, que viralizou, provocando sua demissão da marca. Esta sensação de um estilista que ainda passa por uma certa luta interna permaneceu no final do desfile, apesar de um trabalho de estilo particularmente bem sucedido, apresentado no museu Les Invalides, espaço dedicado, em parte, a heróis de guerra que morreram em batalha. O pano de fundo era uma trilha sonora brilhante composta de uma versão sinfônica de um pop clássico cujo título falou muito: "Please Release Me and Set Me Free” (Por favor, solte-me e liberte-me).
 

Traduzido por Novello Dariella

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