JD.com vai instalar sede europeia em Paris

A plataforma chinesa de comércio eletrónico JD.com irá se instalar em Paris, na elegante avenida George V, a alguns passos dos Champs-Elysées, até ao final do ano, antes de inaugurar os seus escritórios em Londres no início de 2018. Além disso, entrará em funções um diretor-geral para a Europa, conforme confirmado à FashionNetwork pela JD.com. 


A avenida George V é uma localização privilegiada em Paris - AFP

Segundo fontes do setor, a sede parisiense deverá se transformar na sede europeia da JD.com. Uma escolha lógica, considerando a intenção do portal de cativar as marcas de luxo europeias, que estão em grande parte representadas nas redondezas destes escritórios parisienses, que inicialmente devem contar com uma dezena de pessoas.

A JD.com está entretanto a tentar convencer as marcas mais prestigiadas a unir-se à sua plataforma, à medida que a procura chinesa por produtos de luxo na internet aumenta. Neste sentido, o grupo lançou há alguns dias o Toplife, um portal dedicado a reunir as “e-flagships” de marcas ocidentais que procuram chegar aos clientes chineses com mais poder de compra e cujo objetivo é alcançar os três mil milhões de euros em transações em cinco anos. Esta lógica já levou a JD.com a tornar-se, na primavera, na acionista maioritária da plataforma britânica de luxo Farfetch.

Entretanto, a concorrência intensifica-se no setor do comércio eletrónico na China. O Alibaba, líder local de vendas online, lançou o seu próprio portal de luxo. O gigante francês do luxo LVMH, que reuniu as marcas do grupo no portal 24 Sèvres, pretende capitalizar um crescimento das vendas, que regularmente ultrapassam os 10% na China. Já o Yoox Net-a-Porter, que ainda beneficia da aura do grupo Richemont, viu as suas ações subirem em junho graças a um mero rumor de investimentos provenientes do Alibaba, que aumentaria a penetração na China.
 
A JD.com, o número dois das vendas online na China, a seguir ao Alibaba, registou no ano passado 372,3 mil milhões de yuans (49,5 mil milhões de euros) em vendas, um crescimento de 46%. As receitas do grupo cresceram 44% até aos 34 mil milhões de euros.

Traduzido por Estela Ataíde

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