Fashion Weeks: abre-se uma nova era

Um novo capítulo começa a ser escrito este início de 2017 para o mundo da moda. Uma infinidade de shows mistos, desfiles-eventos, calendários totalmente mexidos, sem que nos esqueçamos das rituais migrações de uma capital da moda para a outra ou ainda das estreias aguardadas de novos diretores artísticos em várias casas de moda... Esta temporada outono-inverno 2018 anuncia-se como uma das mais emocionantes!

Vivienne Westwood vai desfilar a moda masculina e feminina em conjunto esta temporada. - © PixelFormula

Ela inicia-se esta sexta-feira, 06 de janeiro, com a London Fashion Week Men's e a moda masculina que, depois das etapas de Florença (Pitti Uomo), Milão e Paris, chega ao seu fim em Nova York a 02 de fevereiro, para encadear com o prêt-à-porter feminino, a partir de 09 de fevereiro, com a Fashion Week de Nova York, fechando-se a 08 de março em Paris.
 
A principal novidade reside na multiplicação dos desfiles mistos que unificam coleções homem e mulher. A crise obriga, o formato, chamado de 'co-ed', que permite às casas de moda alcançar substanciais economias organizando apenas um show, começou timidamente nas temporadas passadas. Ele se instala agora maciçamente, não sem revolucionar em profundidade as tradições dos calendários das 'Big Four'.
 
Na verdade, algumas marcas preferiram antecipar os ritmos, posicionando-se nas exibições masculinas, permitindo assim aos compradores conhecer e pedir antecipadamente a coleção feminina.
 
Entre as grandes casas de moda que optaram por esta opção, Vivienne Westwood vai inaugurar a onda segunda-feira, 09 de janeiro, em Londres. Para seu primeiro espetáculo misto, a criadora teve, por exemplo, de abandonar seu lugar em Milão, onde desfilava até então com a moda homem.
 
Privada de Vivienne Westwood, Milão poderá se recuperar, na segunda-feira seguinte, com o desfile de Cédric Charlier. Este último deixou Paris, escolhendo a capital lombarda para dar seus primeiros passos na moda masculina, que apresentará junto com sua coleção feminina a 16 de janeiro.
 
Dsquared2 também revelará aí a moda masculina e feminina em conjunto pela primeira vez a 15 de janeiro. Milão será privada, no entanto, de Philipp Plein, que se transfere para Nova York… com um desfile 'co-ed' em fevereiro próximo! Em outras palavras, um baita quebra-cabeças para organizadores, compradores e jornalistas...

Os criadores da Dsquared2, Dean e Dan Caten, optam, eles também, por um desfile misto. - © PixelFormula

Na verdade, Paris não é exceção, com dois grandes espetáculos mistos programados para o dia 22 de janeiro no fechamento da semana masculina: aquele de Paul Smith e aquele da kenzo.
 
Quanto as outras casas de moda, preferiram organizar seu desfile misto durante as Fashion Weeks femininas, como experimentou a Burberry a partir de setembro de 2016 em Londres. Assim, será preciso aguardar o próximo mês para descobrir as coleções masculinas da Gucci e da Bottega Veneta, que serão apresentadas junto com os looks femininos, cada uma durante um único espetáculo em Milão, em fevereiro.
 
Outro exemplo, aquele da Kalvin Klein, que programou, por sua vez, um show misto masculino e feminino em Nova York, a 10 de fevereiro, sob a égide do seu novo diretor artístico, Raf Simons.
 
De repente, a Semana de Moda Masculina milanesa se anuncia fortemente reduzida, já que ela será privada, além do espetáculo de Vivienne Westwood, também daqueles da Gucci, Bottega Veneta e Calvin Klein. E isso no momento em que várias grifes de menswear, como Canali, Corneliani e Pal Zileri, decidiram não desfilar esta temporada. Em Paris, a Martin Margiela se contentará também com uma apresentação.
 
A nova tendência do 'see now, buy now' continu, por sua vez, a ser praticada por cada vez mais casas de moda, mas em doses homeopáticas. Difícil, na verdade, colocar à venda logo após o desfile o conjunto de uma coleção. Por outro lado, a fórmula empregada só para algumas peças permite gerar um burburinho em torno das marcas.
 
A maratona das semanas masculinas será animada, por outro lado, por muitas grandes estreias, como aquela de Guillaume Meilland na Salvatore Ferragamo, de Lee Wood na Dirk Bikkembergs ou ainda de Haider Ackermann na Berluti.
 
São aguardados também regressos como aquele da Cerruti, ao passo que algumas ausências se farão sentir, como aquela da Carven, que abandonou o menswear, ou aquela da Saint Laurent, que não tratou do seu desfile masculino ainda esta temporada.

Traduzido por Anderson Alexandre Da Silva

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