Farfetch: rumo a uma valorização de 5 mil milhões de dólares com entrada em bolsa

Finalmente! Mais de duas semanas e meia após o anúncio da sua entrada em bolsa, a Farfetch acaba de revelar os primeiros detalhes desta introdução. A empresa de comércio online irá vender cerca de 600 milhões de dólares (516 milhões de euros) em ações numa operação que deverá valorizar a empresa em cerca de 5 mil milhões de dólares (4,30 mil milhões de euros).


Farfetch

Para a sua entrada em bolsa, o site de venda online de produtos de luxo vai propor 37.503.501 ações ordinárias classe A, das quais 30.056.495 serão vendidas diretamente pela Farfetch e 7.447.006 pertencem a alguns dos seus acionistas.
 
Os compradores beneficiarão também de 30 dias para comprar até 5.625.525 ações ordinárias Classe A da empresa pelo preço de entrada em bolsa. E qual será esse preço? Entre 15 e 17 dólares (12,90 e 14,60 euros) por ação, é o valor estimado atualmente.

A empresa também revelou ter solicitado que as suas ações ordinárias classe A fossem listadas na Bolsa de Nova Iorque sob o símbolo FTCH.

Várias entradas em bolsa internacionais bem sucedidas, embora de menor envergadura, provaram recentemente que as marcas de moda estão em alta, embora o preço dessas ações tenda a flutuar significativamente quando a entrada em bolsa é finalizada.

Será esse o caso da Farfetch? Ainda é cedo para dizer. A empresa ainda está deficitária e o preço da ação será muito superior ao pago pelos primeiros investidores. Graças a uma ronda de financiamento de 397 milhões de dólares (341 milhões de euros) do gigante chinês de e-commerce JD.com no ano passado, a Farfetch viu o seu valor aumentar para mais de mil milhões de dólares (860 milhões euros).

Se tudo correr como previsto, será a confirmação do êxito do seu fundador, José Neves, que há dez anos decidiu mudar o paradigma do comércio eletrónico de bens de luxo e de atuar como intermediário entre o consumidor final e as lojas de luxo de todo o mundo.
 
Num mundo obcecado pelo omnicanal, este modelo de negócio é cada vez mais importante, já que ajuda as lojas independentes a sobreviver ao mesmo tempo que lhes dá acesso a um sofisticado e gigantesco serviço de e-commerce que, de outro modo, provavelmente não conseguiriam ter.

Traduzido por Estela Ataíde

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