Exposição #techstyle em Boston exibe a fusão entre moda e tecnologia

Na Paris Fashion Week de 2013, a estilista holandesa Iris Van Herpen surpreendeu o mundo com sua coleção de alta-costura chamada Voltage.

Um dos destaques do impressionante desfile foi uma combinação de saia e capa feita de impressão 3D pela Stratasys, criados em colaboração com a arquiteta e professora do MIT Media Lab, Neri Oxman.


Construídos numa impressora 3D, as duas peças de roupa são verdadeiras esculturas vestíveis cobertas por milhares de pequenos nódulos brancos com detalhes de grafite, fazendo a ponte entre artesanal e feito à máquina.
 
Agora as apostas vão ser peças centrais na exposição #techstyle, que será aberta no Museu de Belas Artes de Boston no mês de Março. 

​Reunindo peças de 30 estilistas emergentes e estabelecidos, o programa analisa a forma como a nova tecnologia impulsiona a inovação na indústria da moda, indo de roupas de alta-costura feitas por impressoras 3D, tecidos inteligentes, a tecidos cultivados em laboratórios feitos com ajuda de bactérias.
 
"A exposição foi inspirada pela aquisição do vestido impresso em 3D criado por Iris Van Herpen e Neri Oxman", disse Pamela Parmal, uma das curadoras da exposição e Presidente do Departamento da Indústria Têxtil e de Moda e Artes do MFA.

"O que se tornou interessante para nós é como muitos estilistas estão trabalhando com matemáticos, engenheiros e biólogos para integrar essas disciplinas em seu trabalho".
 
O estilista pioneiro japonês Issey Miyake, tem incorporado o trabalho de matemáticos em seus desenhos de roupas geométricas durante anos. A espetacular coleção de Alexander McQueen chamada 'Atlântida de Platão' fundiu teorias do século XIX, da evolução de Darwin com as preocupações de hoje sobre o aquecimento global.

A marca inglesa CuteCircuit, que criar roupas com tecido LED, e o precursor da tecnologia vestível na moda Hussein Chalayan também farão parte da mostra.
 
E além disso há a estilista israelense Noa Raviv, que muitas vezes trabalha com cientistas e matemáticos para experimentar a impressão 3D como uma ferramenta para criar roupas impossíveis e alucinantes que parecem mais esculturas.

Iris van Herpen- Haute Couture Voltage - Foto: Reprodução

Mas a exposição #techstyle não é apenas uma vitrine de moda inspirada em matemática e ciências. Um terço da mostra é dedicada à utilização da tecnologia pelos estilistas para revolucionar a forma como a roupa é projetada e construída.
 
Kate Goldsworthy, a estilista por trás do 'Zero Waste Dress' fez um esforço para substituir o processo quimicamente tóxico do tingimento e está desenvolvendo uma tecnologia a laser para criar desenhos e vínculo nos tecidos.
 
Alquimista têxtil, Lauren Bowker, do estúdio experimental da moda THE UNSEEN cria tintas especiais que mudam de cor dependendo da resposta às condições ambientais.
 
Já a G-Star RAW transforma os plásticos recuperados do oceano em tecidos denim para a indústria da moda. A exposição também inclui a Nervous System, que cria roupas e joias feitas com impressão 3D, entre diversos outros estilistas. 
 
A produção de moda atual tem um enorme custo ambiental, por isso vários estilistas estão recorrendo a biologia sintética para encontrar uma forma mais sustentável para a indústria da moda. A #techstyle estará patente a partir de 06 de março de 2016, no Museu de Belas Artes de Boston.

Fonte: Stylo Urbano

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