Dia mundial do rock: mudanças do jeans rocker ao longo das décadas

Ele nasceu como um derivado do blues, teve sua fase hippie, virou punk, metaleiro, grunge e, hoje, evoluiu para uma aparência híbrida com forte relação com a estética da arte. Estamos falando do rock: o estilo musical dos inconformados, feito para ouvir alto, nunca em volume baixo, trilha sonora da energia e transgressão.


Além de celebridades e legado sonoro de importância atemporal, comunicativo das mudanças de lifestyle de todas as gerações que sucederam sua criação, o Rock arrastou com suas guitarras referências de moda e indumentária que até hoje influenciam as passarelas e o nosso modo de vestir. Logo, deixou todas as suas mensagens de subversão muito bem descritas na história do jeans.
 
Cada fase de sua sonoridade pode ser dita com um fit, uma lavagem, ou um rasgo. E engana-se quem pensa que depois dos anos 2000 esta influência se engessou, pelo contrário, o legado continua crescendo. As bandas de rock atuais reconhecidas pelos experts no estilo musical agregaram à linha do tempo rocker influências de muito valor, como a sensibilidade das letras confessionais da era Emo, a pegada conceitual do rock do contemporânea e os formatos musicais híbridos que continuam registrando as mudanças da cultura global.

Cultura negra, jeito cavernoso, look andrógino, visual desleixado… Desde seu surgimento, o rock sempre esteve diretamente relacionado ao uso do jeans, como veículo de expressão de comportamento.
 
Passos dançantes cativantes, dedos estalando, joelhos à mostra e barras dobradas como sinal de malandragem. Nos anos 50, o jeans trouxe a influência street atrelada à cultura negra como discurso de rebeldia. Embora ele tenha sido mais adotado na época pelos homens, muitas mulheres trocaram o glamour do New Look, pela calça cigarrete.
 
Nos anos 60, o rock ganhou magnitude de experiência colossal, logo, a modelagem do jeans ganhou sua versão mais mise en scène com a silhueta flare. E junto com a expansão da mente relacionada ao refinamento do ritmo, o jeans comunicou ideias de liberdade, paz e fraternidade levando suas mensagens através de remendos, patches e as primeiras intromissões da ideia de customização e upcycling.

Tempos de anarquia e desilusão. O rock ganhou partituras simples, letras agressivas com mensagens de afronta. O jeans cantou junto todas estas mensagens, com rasgos, duetos com metais pesados, correntes e spikes. O submundo cavernoso influenciou a lavagem, agregando a aparência manchada do acid wash ao sortimento de acabamentos. De fato, até hoje não existe forma mais assertiva de comunicar afronta, do que recorrer ao visual punk, do jeans ajustado, detonado e adornado por metais. 
 
Nos anos 80, o rock foi pronunciado com um peso maior nas guitarras e na bateria: foi a era do heavy metal. A mesma ideia de peso foi levada para o look, não apenas no aspecto excessivo dos cabelos desgrenhados e lenços amarrados, mas também no ajuste das calças. Logo, quanto mais justo o jeans, maior era sua apologia ao rock. O legado da década? O fit super skinny, principal visual explorado pelo vocalista da Guns'n'Roses. 


Letras angustiadas e muito sarcasmo embalado por guitarras distorcidas. Este foi o discurso dos anos 90, que somou aos estilos musicais rockers o movimento Grunge. E, para transmitir esse tom debochado, o visual do roqueiro brigou com a moda, ao mesmo tempo que lançou tendência.
 
Pauperismo, roupa velha e surrada e composição desleixada foram os principais diálogos criados entre o rock e o guarda-roupa pessoal na época. Surgiu então a ideia do jeans esquecido no fundo do guarda-roupa, apresentado como escolha de moda autêntica, e os acabamentos frayed e cut-off colocados como detalhes de moda. Bermuda jeans rasgadas, barras desmanchadas, devorês e bainhas desfiadas eram as linguagens principais. Não existe influência maior de visual, do que Nirvana! 
 
Aqui está a prova de que o Rock não perdeu originalidade na melodia, tampouco na indumentária. A sensibilidade do som Emo, com frequência, foi acompanhada do toque sombrio do jeans acinzentado e do black denim.
 
Já as bandas que agregam uma pegada conceitual artística, como White Stripes, muito requisitam as calças coloridas ou white denim como composição fundamental. My Chemical Romance e sua versão híbrida do rock misturam o jeans com peças que vão do sportswear aos tempos antigos e ao luxo fantástico.
 
E não há nada de vago nesta mistura, afinal os tempos que estamos vivendo são exatamente assim, e não existe atitude rocker maior do que encarar o rock como uma cultura e incluir toda sorte de influências na sua melodia. 

Por último, mas não menos importante, destacamos a influência de bandas atuais, como Imagine Dragons e The Killers, que combinam os itens essenciais do visual rocker, como a cor preta e jaquetas de couro, com peças mais urbanas, tais como as jaquetas jeans e até camisas polo.
 
Além disso, o rock cada vez mais vem conversando com outros estilos, destacando o folk e o indie como grandes influenciadores da década atual, tanto no estilo musical como no vestuário das bandas e de seus seguidores. Feliz dia mundial do Rock!

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