Denim: vendas em queda nos EUA preocupam marcas americanas

No momento em que, no Brasil, a produção de jeans aumenta em resposta ao crescimento das vendas, a americana Quartz confirma o declive da popularidade do artigo nos EUA e Canadá.

O item, principalmente o jeans skinny, vem sendo lentamente substituído por calças mais confortáveis no guarda-roupa não só das mulheres mais adultas, mas também do público jovem norte-americano.

"A tendência se encaixa ao tamanho da cliente americana", afirmou Wendy Liebmann, presidente da WSL Strategic Retail, ao Bloomberg. "É muito mais indulgente para a maioria ou para muitas mulheres", acrescenta.

Em números, isso significa que, entre junho de 2013 e junho de 2014, a venda de calças cresceu duas vezes mais rápido dentre todos os outros itens do vestuário feminino, alcançando 8,2 milhões de dólares, de acordo com a firma de pesquisa de Nova York, NPD, sendo que a maior parte desse crescimento se deve às vendas de peças com um fit mais solto. No mesmo período, a empresa afirma que as vendas de jeans caíram 6% nos Estados Unidos. O Canadá também acompanha a tendência de queda, com -5%.

Grandes empresas do segmento jeans já estão preocupadas com esses números, como é o caso da VF Corp, detentora das marcas Lee e Wrangler, que está preparando um 'centro global de inovação do jeans' para pensar em novas maneiras de tornar o produto ainda mais atrativo.

Na contracorrente desse movimento, as tecelagens e confecções do Brasil veem seus números aumentarem de maneira positiva e, principalmente, focalizando-se nas vendas do jeans skinny, tão adorado pela mulher brasileira, com a produção conquistando um aumento de 6% no último ano.

A pesquisa traz à tona a questão que, embora vivamos num mundo globalizado e com tendências cada vez mais estritas, os hábitos do consumidor local ainda mandam mais no mercado do que qualquer outra previsão ou comportamento global.

Imagens: Divulgação | Reprodução

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