Consultoria mostra como a tecnologia pode aumentar as vendas nos shoppings

As possibilidades tecnológicas são muitas e não param de surgir. Para mostrar cases de sucesso e provocar a discussão em torno do uso dessas ferramentas por shoppings centers como forma de atrair mais consumidores e converter mais vendas, a GS&MALLS, empresa de consultoria que faz parte do Grupo GS&Gouvêa de Souza, vem realizando as primeiras edições de 2018 do Mall Talks, que são encontros de profissionais do setor. Nos encontros, Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da GS&MALLS mostra como a tecnologia bem aplicada se tornou  determinante para o desempenho dos shopping centers. 


Luiz Alberto Marinho em um dos encontros do Mall Talks - Divulgação

"Os shoppings precisam entender onde querem se posicionar, se querem ser os pioneiros nesses investimentos, o que traz custos mais altos; ou se querem ser o segundo, ou seja, aquele que vai observar o pioneiro e ver o que deu ou não certo para poder reproduzir essas experiências; ou se quer ser o terceiro, que espera o primeiro inovar, o segundo copiar e utiliza a tecnologia depois que ela ganha escala e vai usá-la de forma mais acessível", ressaltou, em comunicado.

Marinho destaca cinco tópicos que devem ser observados por gestores: 

Omnichannel (convergência de todos os canais utilizados por uma empresa para que o consumidor não perceba a diferença entre os ambientes online e offline): Algumas empresas, como a Cyrela Commercial Properties (CCP), que administra seis shoppings, já estão com projetos de Marketplace e outras mais estão preparando testes do conceito. No caso do CCP, o e-commerce ON Stores já conta com mais de 250 marcas, como Samsung, Arezzo, Mundo Verde, Hope, Lupo, Hering, Mr. Kitsch, Timberland, Tip Top, L’Occitane, World Tennis, entre outras.

Além disso, há o click and colect, modalidade em que as compras são feitas online, mas o cliente retira em um ponto físico. "Isso vai impor para os shoppings um desafio de repensar as relações contratual e comercial entre eles e as lojas", avalia Marinho. 

Instrumento de conversão: Os dados de uma pesquisa feita pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) demonstram que só 37% das pessoas vão para os shoppings para fazer compras. Entre essas pessoas, a taxa de conversão é boa. Por outro lado, das que não vão para comprar, apenas 9% acabam comprando, o que é muito pouco. As tecnologias entram aí, para estimular compras não planejadas. Exemplos disso são os mobile vouchers, da startup Ouvi e a Black Friday no Shopping Eldorado, na qual a GS&XTremeVR implantou um sistema, no qual, com a ajuda do smartphone e da tecnologia de Realidade Aumentada, os clientes puderam caçar e capturar grandes descontos em locais espalhados pelo shopping. 

CRM e Big Data:  Algumas iniciativas têm sido feitas no setor, com pontos que podem oferecer mais informação sobre o consumidor do shopping, aumentando a precisão das ações de marketing. Tecnologias de reconhecimento facial e uso do wifi para obter informações dos clientes são bons exemplos disso. "Apesar de não ser um assunto novo, ele está entrando agora com muita força nos planos de negócio do varejo. Mas não tão fortemente ainda nos shopping centers, como deveria", afirma Marinho. 

Media: Novas telas e novas tecnologias de comunicação em tempo real estão ajudando os shoppings a se posicionar melhor junto ao mercado anunciante, oferecendo seus espaços como locais propícios para as marcas exporem seus produtos e serviços. "O Shopping Mogi, em Mogi das Cruzes, tem totens espalhados, que já estão totalmente ocupados, quase não têm mais espaço para anunciar. Boa parte disso acontece porque os próprios lojistas do shopping estão usando esta ferramenta para aumentar a conversão dos frequentadores". 

Experiência do consumidor: Os shoppings usam as tecnologias para aumentar e aprimorar a experiência do consumidor. A Multiplan é um exemplo. "Eles utilizaram a tecnologia da GS&XTremeVR para criar um parque de Realidade Virtual. O Lemonade no Shopping Cidade São Paulo também utiliza Realidade Aumentada. Com essas tecnologias é possível criar um museu fantástico virtual, sem necessidade de montá-lo de verdade. Assim, ele pode ser levado para vários shoppings de várias redes, sem desmontar", concluiu Marinho.

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