Comércio ilegal movimenta 80 bilhões de dólares ao ano na América Latina

Nos dias 28 e 29 de agosto, foi realizada a quarta edição do Encontro da Aliança Latino-Americana Anti-Contrabando (ALAC), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O evento reuniu autoridades governamentais e representantes de diversas indústrias de 15 países com o objetivo de trocar experiências e coordenar planos de ação para combater em conjunto um dos problemas que mais afetam a região.


Comércio ilegal movimenta 80 bilhões de dólares por ano na América Latina - Nexofin

Durante o evento, o ALAC revelou que o contrabando movimenta 80 bilhões de dólares anualmente na região, afetando diferentes indústrias, incluindo calçados, cosméticos, têxteis e confecções.

Diante dessa informação e seguindo os passos de Chile, que em 2016 lançou seu Observatório do Comércio Ilícito, representantes da Guatemala, Costa Rica e Colômbia apresentaram aos participantes os avanços em suas próprias plataformas de observação criadas para a troca ideal de informações, estudos, práticas e dados relacionados ao comércio ilegal local, com o objetivo de erradicar a referida atividade em seus respectivos países.

Vale lembrar que o Observatório do Comércio Ilícito criado pela Câmara Nacional de Comércio do Chile reúne os esforços de instituições públicas e privadas para gerar informações relevantes, possibilitando a criação de políticas que combatam essa atividade. Quando lançada, essa iniciativa foi pioneira não apenas no Chile, mas em toda a América Latina.

Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Competitiva (ETCO) e co-presidente do ALAC, pediu aos países membros do ALAC para "adotar medidas nos âmbitos tributário, regulatório, policial e de fiscalização, diplomático e legislativo, uma vez que se trata de um problema multifacetado que prejudica toda a sociedade".

A secretária-executiva do Observatório do Comércio Ilícito do Chile, Nicole Kuppenheim, expôs ao público o andamento do projeto no mercado local, confirmando que continua agregando players e ações concretas, como o documento "Medidas para o combate do comércio ilegal" que consolida 22 propostas em matéria de controle, legislação, educação e divulgação.

ALAC é uma iniciativa lançada em 2016 com o objetivo de criar uma agenda conjunta com os governos da região para reduzir o contrabando. A aliança é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

A quinta edição do Encontro da Aliança Latino-Americana Anti-Contrabando (ALAC) deve ser realizada na Costa Rica, embora ainda não tenha sido confirmado oficialmente pela organização.

Traduzido por Novello Dariella

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