Céline se lança no comércio eletrônico

Céline, a única marca de moda de propriedade do grupo LVMH que até então não tinha sua própria loja online, lançou seu e-commerce na terça-feira, 5 de dezembro, na França, e deve iniciar uma expansão internacional em 2018.


Captura de tela do e-commerce recém-lançado pela marca - Céline

A marca francesa se une à crescente lista de marcas de luxo que investem em comércio digital, deixando para trás os medos de prejudicar sua imagem. As criações de vanguarda e minimalistas de sua diretora artística, Phoebe Philo, fizeram da Céline uma das marcas mais desejadas dos últimos dez anos. Céline embarca nessa aventura com suas coleções de roupas, calçados e bolsas.

A loja online da marca disponibiliza todo tipo de artigo, desde o prêt-à-porter até os artigos em couro, incluindo calçados e acessórios. A abertura da plataforma online é acompanhada de serviços multichannel que oferecem ao cliente a possibilidade de reservar os produtos de forma remota e agendar um horário na loja, além de disponibilizar serviços de coleta em domicílio, em caso de devoluções.  

Após esta primeira abertura na França, a empresa do grupo LVMH expandirá para o resto da Europa e Estados Unidos em 2018, embora a data ainda não tenha sido especificada.

A LVMH, o maior conglomerado de artigos de luxo do mundo, não separa as vendas de suas marcas de forma independente, mas os analistas estimam que os lucros anuais da Céline estão entre 700 e 800 milhões de euros.

As vendas online de artigos de luxo devem crescer 24% em 2017, quase 10% do mercado, de acordo com estimativas da consultoria Bain, e devem representar 25% do total das vendas de artigos de luxo em 2025. As vendas online ajudaram a impulsionar o crescimento das receitas de marcas como a Gucci, de propriedade do grupo Kering.

Gucci (da Kering) e sua rival Louis Vuitton (da LVMH) lançaram suas novas lojas online na China nos últimos meses, enquanto a Hermès, especializada em bolsas de couro, acaba de renovar o seu e-commerce. A LVMH lançou uma página de comércio eletrônico multimarcas, a 24 Sèvres, em maio deste ano.

A marca francesa Chanel ainda é um caso à parte. Na semana passada, a empresa anunciou que não tem planos imediatos para vender suas roupas ou bolsas pela internet.

Recentemente, a LVMH negou os rumores de que Philo deixaria a Céline em breve, embora a notícia tenha provocado especulações de que ela seria a mais provável substituta de Christopher Bailey como designer da Burberry. 

Redação com a Reuters

 

Traduzido por Novello Dariella

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