Brasileiro ainda não confia na estabilidade econômica do País

O consumidor brasileiro ainda não consegue confiar na estabilidade econômica do País. A instabilidade política agravada no fim de maio com as delações envolvendo Michel Temer derrubou o índice de confiança que, em junho, atingiu a menor marca desde janeiro deste ano.

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As informações foram coletadas pelo SPC Brasil em parceria com a CNDL. O levantamento inclui a confiança dos brasileiros em relação ao cenário econômico atual e o futuro.

Segundo a pesquisa, em junho deste ano apenas 39,4% dos entrevistaram disseram acreditar que a economia e as próprias condições financeiras iam melhorar. Em maio, o mesmo índice marcou 41,5%.

Para o varejo a confiança do consumidor na economia é fundamental. Quanto mais confiante, mais vontade o consumidor tem de se tornar cliente ou de retomar o volume de vendas de antes da crise.

Na estimativa das duas organizações, a crise política do Brasil é o principal fator que afeta o nível de confiança e, consequentemente, o humor de compra dos clientes.

Quando questionados sobre a situação econômica atual, 27,8% dos brasileiros se disseram confiantes. O número é 2,1% menor do que o dito em maio. E quando perguntados sobre o futuro, a maioria ainda se mantém confiante (51,1%), mas a quantidade já é menor que o mês anterior (53,9%).

Em termos gerais, 82% dos consumidores avaliam negativas as condições atuais da economia brasileira, 17% consideram regular e apenas 1% positivo.

Os principais motivos para o momento econômico ruim, segundo 51% entrevistados, são os escândalos de corrupção e o mau uso de recursos públicos, seguido por desemprego (21%) e a inflação (15%).

Os entrevistados têm menos a reclamar da própria vida financeira do que da situação da economia brasileira em geral. Isso porque apenas 45% dos brasileiros consideram a atuação situação financeira como ruim ou péssima. Outros 45% dos brasileiros consideram regular e outros 9% consideram bom.

O clima de incerteza apavora 39% dos entrevistados que exercem alguma atividade remunerada, pois consideram alta ou média a probabilidade de serem demitidos. Outros 26% acham que o risco baixo e 35% acreditam que não serão dispensados.

Fonte: Potel NoVarejo

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