Bouchra Jarrar recebe a Ordem das Artes e das Letras

A distinta estilista de origem marroquina, Bouchra Jarrar, foi homenageada com a Ordem das Artes e das Letras. Jarrar recebeu a cruz verde da Ordem pelas mão de uma ex-ministra da República Francesa.
 
"Não é por acaso que estamos aqui reunidos na Palais Galliera, um dos primeiros museus que Bouchra visitou em Paris.  A incandescência da elegância francesa e um templo da moda", declarou a ex-ministra da cultura, Audrey Azoulay, antes de colocar na jaqueta de seda preta de Bouchra Jarrar a cruz verde da Ordem das Artes e das Letras.


Foto: FashionNetwork.com (Godfrey Deeny)

No ano passado, o mesmo museu montou uma grande retrospectiva dos designs de Jeanne Lanvin, a mais antiga marca de moda francesa ainda em operação, da qual Jarrar é diretora artística.
 
"Sua história é uma história francesa. Uma história republicana, eu diria. Porque é baseada em mérito, trabalho e a transmissão de idéias. Nossa República Francesa adora histórias de pessoas que vêm do exterior, e depois a honram e servem", acrescentou Azoulay que, assim como a estilista, é filha de imigrantes marroquinos que se mudaram para a França.

Nascida em Cannes, Jarrar começou a estudar na escola pública de moda de Paris, a Ecole Duperré, no final dos anos oitenta. Ela se tornou a responsável pelo estúdio de Balenciaga sob o reinado de Nicolas Ghesquière, antes de ir passar por Scherrer e Christian Lacroix. Em 2010, ela criou sua própria marca,  que imediatamente ganhou elogios por seu brilhante corte e habilidade para combinar elementos de moda masculina,  como calças e jaquetas de motociclistas, com roupas de trabalho chic para mulheres. Pois, Jarrar representa uma imagem muito definida do chic francês, um conjunto de estilo sem esforço e fácil indiferença com uma pitada de sensualidade.

Juntando-se a Jarrar na cerimônia estava outra ex-ministra, Christiane Taubira, a atriz e diretora de cinema, Nicole Garcia, o diretor da Galliera, Olivier Saillard, e Anne-Florence Schmidt, editora-chefe da Madame Figaro.
 
"Nunca é esperado receber esse tipo de reconhecimento. Simplesmente porque não perseguimos isso. Eu adoro a minha profissão e tenho muita sorte em poder realizar esse sonho, o de imaginar um mundo para a moda. Passei a minha vida em estágios e tive sorte de tantas pessoas me darem confiança", disse Jarrar, vestida em calças de crepe cor creme, camisa de seda e jaqueta de smoking esculpida.
 
"Gostaria de agradecer do fundo do meu coração. Eu decidi meu próprio caminho e meu motor tem sido celebrar a vida e ser livre. Agora, vamos brindar à vida”, sorriu.

Traduzido por Novello Dariella

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