Bactéria do iogurte é promessa para o índigo sustentável

Uma moda chama a outra. É o que se pode concluir da mais recente descoberta realizada na Universidade da Califórnia. Na mesma época em que o Kefir – a bebida láctea funcional com gosto em iogurte – está em evidência; os pesquisadores da instituição descobriram um método mais sustentável para a produção do índigo, baseado justamente na bactéria que produz esse alimento. Isso mesmo: estamos falando de uma bactéria presente no iogurte humano.

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O método imita o trabalho da planta japonesa Persicaria tintaria. Porém ao invés da planta, usa uma estirpe de laboratório do Escherichia Coli, uma bactéria presente no iogurte, que age como uma fábrica para produção de corante índigo – esta criada em laboratório pelos pesquisadores.

Enquanto não encontra um formato comercialmente viável, a técnica mantém-se no título de maior promessa para a lista de atualizações mais aguardadas na história para o insustentável processo de tingimento do índigo, de acordo com os pesquisadores do jornal Nature Chemical Biology. Diferente das outras rotas microbianas propostas para o tingimento de têxteis com o corante, o novo processo remove a necessidade de químicos agressivos reduzindo agentes solubilizantes para tingimento.

Assim como a planta, a bactéria produz um componente chamado indoxyl – insolúvel e que não pode ser usado como tingimento. Porém com a adição da molécula do açúcar, o mesmo se converte em indican – o precursor do índigo. O Indican pode ser armazenado, e aplicado diretamente na roupa quando tingida, pelo acréscimo de uma enzima ao mix.

De acordo com o apontamento destes cientistas, o maior problema da produção do índigo é que ele requer o uso de produtos químicos como formaldeído, e cianeto de hidrogênio. Além disso, a síntese do índigo é insolúvel em água, e muitos ingredientes são necessários para torná-lo adequado para as roupas.

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